Economia

Cai número de trechos bloqueados por caminhoneiros 

Da Redação ·
A greve dos caminhoneiros em 2018 parou o Brasil. (Foto - arquivo)
A greve dos caminhoneiros em 2018 parou o Brasil. (Foto - arquivo)

SÃO PAULO, SP - O número de Estados com trechos de rodovias federais bloqueadas por caminhoneiros caiu para seis na noite de quarta-feira (25), conforme relatório mais recente da PRF (Polícia Rodoviária Federal), fechado às 20h.

Seguem com pontos de interdição Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Manifestantes ainda impediam a passagem de caminhões em 81 pontos, número inferior aos 115 registrados na noite da terça-feira (24).

Caminhoneiros protestam pela aprovação das alterações na Lei dos Caminhoneiros pela presidente Dilma Rousseff sem vetos, pela isenção de pedágio para eixos suspensos dos caminhões, pela redução do preço do diesel, pela prorrogação dos empréstimos do BNDES contratados para o financiamento de caminhões e também por uma tabela de preços mínimos de frete. Em reunião com o governo, realizada na tarde desta quarta, em Brasília, receberam sinalização de que poderão ter ao menos parte de suas reivindicações atendidas.

Durante toda a quarta-feira, o número de Estados afetados pelos protestos chegou a 14 - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Tocantins, Pará e Ceará. Com a barreira à circulação de caminhões, municípios do Sul e do Centro-Oeste do país relatam falta de alimentos perecíveis, combustíveis e medicamentos para a população. Agroindústrias e montadoras estão paralisando atividades por falta de insumos e produtores rurais relataram estar sem ração para os animais.

Decisões da Justiça Federal determinam liberação de rodovias federais em 10 Estados, atendendo a um pedido da AGU (Advocacia-Geral da União). Entre eles estão Santa Catarina, Ceará, Tocantins, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. Em caso de descumprimento, as multas vão de R$ 100 por hora a cada manifestante a R$ 50 mil, no caso de associações que realizarem protestos em alguns destes locais. Os valores variam por região.

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