Economia

Greve gera abuso no preço dos combustíveis

Da Redação ·
Foto: Profeta
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A greve dos caminhoneiros, iniciada no último sábado (21), fez com que grande parte dos postos de combustíveis tivessem seus estoques esgotados em Apucarana. Ontem, cinco dos que ainda tinham o produto foram notificados pela Coordenadoria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon) de Apucarana.

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O órgão constatou que os estabelecimentos aumentaram os preços mais de 20% em apenas dois dias, aproveitando-se da alta procura e escassez do produto causada pela greve dos caminhoneiros. “O auto de infração foi no sentido do estabelecimento comercial voltar a praticar imediatamente os preços verificados até a data de 22 de fevereiro. É proibido o aumento injustificado dos preços, previsto pela Lei Federal número 8.078, de 1990”, explicou Robson de Souza Cruz, coordenador municipal do órgão.

Os postos de combustíveis notificados pelo Procon de Apucarana foram: Progresso, Vila Nova, Catedral, Catuaí e Fama. “Os empresários atenderam à notificação e o cumprimento é agora também acompanhado de perto pelo Ministério Público”, informa Cruz. De acordo com ele, foi fixada uma multa de R$ 30 mil por descumprimento da determinação. Segundo denúncias que chegaram ao Procon e constatadas pela fiscalização, alguns postos, que na segunda-feira (22) vendiam a gasolina a R$3,31 o litro, iniciaram a terça-feira comercializando a mesma quantidade do produto por R$3,99, um aumento de 20,5%. “Orientamos os consumidores a não partilharem do abuso, denunciando”, diz Cruz. A falta de combustível causou confusão na tarde de ontem. Caminhoneiros que estão mobilizados em protesto e bloqueio de rodovias na região impediram que um caminhão-tanque descarregasse uma carga de etanol no Posto Catuaí, situado entre as Avenidas Minas Gerais e Paraná, em Apucarana. Após a chegada de policiais militares, a situação foi contornada.

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O gerente do posto, Anderson Germano, afirmou que a direção do estabelecimento chegou a um acordo com os manifestantes para que o etanol não fosse descarregado. “Os caminhoneiros explicaram que não acham justo eles fazerem bloqueios nas estradas enquanto combustíveis eram descarregados em postos. Fizemos um acordo com os representantes dos grevistas e tudo voltou à normalidade”, disse. A escassez de combustível têm feito com que as autoescolas pensem em suspender as aulas. De acordo com a Associação das Autoescolas de Apucarana, a maioria dos estabelecimentos deve suspender suas atividades práticas até o final desta semana. A situação faz com que várias cidades da região discutam alternativas.

Em Jardim Alegre, por exemplo, o Departamento Municipal de Educação suspendeu as aulas por três dias, por conta da falta de combustíveis nos postos da cidade. Informações preliminares dão conta de que os ônibus escolares não têm combustível para rodar. As aulas retornam na segunda-feira (2), se o abastecimento for normalizado. Outras cidades podem seguir o mesmo caminho.