Economia

​MPF cobra R$ 4,47 bi de empresas por desvios na Petrobras

Da Redação ·
A Galvão Engenharia informou que não vai se pronunciar - Foto: Divulgação
A Galvão Engenharia informou que não vai se pronunciar - Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou nesta sexta-feira (20) cinco ações de improbidade contra empresas e executivos investigados pela Operação Lava Jato. Ao todo, o órgão cobra R$ 4,47 bilhões por desvios de recursos da Petrobras. O montante envolve ressarcimento ao erário, indenização por danos morais coletivos e multa civil. São alvo das ações a Camargo Corrêa, Sanko-Sider, Mendes Júnior, OAS, Galvão Engenharia, e Engevix.

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Do total cobrado nas cinco ações, a maior parte corresponde a indenizações por danos morais coletivos – R$ 3,19 bilhões. Outros R$ 959 milhões dizem respeito a multas civis, enquanto R$ 319 milhões correspondem a ressarcimento ao erário por desvios de recursos da estatal.

A Galvão Engenharia informou que não vai se pronunciar. A Engevix informou que, "assim que notificada, a empresa, por meio de seus advogados, tomará as devidas providências". Em nota, a assessoria de imprensa da Sanko-Sider informou que a empresa ainda não foi citada, por isso, não pode avaliar o conteúdo da ação, mas reafirma que "não é empreiteira" e que atende apenas empresas privadas e não fez vendas diretas à Petrobras. A assessoria da Camargo Corrêa informou, em nota, que "a companhia não foi citada na referida ação e desconhece seu teor. Assim que houver possibilidade de defesa, a companhia apresentará sua contestação às acusações".

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A OAS também emitiu nota, na qual "refuta veementemente tais alegações e, quando for notificada da ação, irá defender-se nos termos da lei.” A Mender Júnior informou que não foi notificada "com relação à citada ação do Ministério Público Federal". Segundo o MPF, as ações de improbidade, ao contrário das ações penais que já tramitam na esfera criminal contra os acusados, permitem que as empresas também possam ser punidas por eventuais irregularidades. Se aceitas pela Justiça, as ações de improbidade devem tramitar na esfera cível.

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