Economia

Mantega faz "balanço" e diz entregar economia melhor do que quando assumiu

Da Redação ·
Foto: arquivo
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BRASÍLIA, DF - Em clima de despedida, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta quinta-feira (4) que termina sua gestão com a convicção de entregar o país com a menor taxa de desemprego da história e a economia mais firme e sólida do que a recebeu. 

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Um dos principais responsáveis pela chamada "contabilidade criativa" das contas públicas no governo Dilma Rousseff, o ministro fez a afirmação ao receber homenagem da Academia Brasileira de Ciências Contábeis. 

"Como estou terminando minha gestão à frente do Ministério da Fazenda, acabarei fazendo um balanço, uma avaliação rápida, do que foi esse período no governo", disse Mantega no início de seu discurso. 

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No início de sua fala, o ministro criticou a política econômica anterior à do governo Lula (2003-2010), ao dizer que entrou no governo "com a economia abalada" e o país "com os cofres vazios e com o pires na mão". 


CRISE FINANCEIRA 

Depois, atribuiu os problemas recentes econômicos do país à crise financeira internacional e defendeu sua gestão, que classificou como bem sucedida. 

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"Enquanto muitos países trilharam o tortuoso caminho da ortodoxia, fizemos uma corajosa política anticíclica que manteve ritmo razoável de crescimento para momentos de crise", disse.
Segundo o ministro, para a classe média, praticamente não houve crise. 

Sobre o futuro, afirmou acreditar que a crise financeira está chegando ao fim e que, com o mundo melhorando nos próximos anos, o Brasil tem plenas condições de engatar um novo ciclo de crescimento. 


HOMENAGEM 

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O motivo da homenagem ao ministro foi a publicação de uma portaria, em 2008, sobre as diretrizes a serem observadas no setor público quanto a procedimentos e divulgação das demonstrações contábeis. 

Sobre esse assunto, Mantega afirmou que essa legislação deu início a um processo, ainda em curso, de modernização da contabilidade brasileira. 

Afirmou ainda ter adquirido mais conhecimento sobre o assunto durante seu trabalho na prefeitura de São Paulo no governo Luiz Erundina (1988-1991), na Secretaria de Planejamento. 

Na época, Mantega afirmou ter sido seduzido para as práticas contábeis, que, segundo ele, muitas vezes são alvo de preconceito "daqueles economistas pouco esclarecidos".