Economia

Ninguém irá jogar contra o país, diz presidente do PT sobre meta fiscal

Da Redação ·
"Acho que o clima é favorável à aprovação. O Congresso é responsável. Eu imagino que pela importância desse assunto, os deputados vão se pronunciar favoravelmente. Ninguém vai ficar jogando contra os interesses do país" - Foto: Divulgação
"Acho que o clima é favorável à aprovação. O Congresso é responsável. Eu imagino que pela importância desse assunto, os deputados vão se pronunciar favoravelmente. Ninguém vai ficar jogando contra os interesses do país" - Foto: Divulgação

RANIER BRAGON

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BRASÍLIA, DF - Dois dias depois de o governo enviar ao Congresso um projeto de lei que permite reduzir a economia de gastos para pagamento da dívida pública, o chamado superavit primário, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que há um clima favorável para a aprovação da medida.

A atitude do governo foi tomada diante da impossibilidade de cumprimento da meta de superavit, que já havia sido revisada de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) para 1,9%.

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"Acho que o clima é favorável à aprovação. O Congresso é responsável. Eu imagino que pela importância desse assunto, os deputados vão se pronunciar favoravelmente. Ninguém vai ficar jogando contra os interesses do país", afirmou Falcão.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (13), na entrada da reunião da bancada de deputados federais do PT com ele e com os ministros Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) e Aloizio Mercadante (Casa Civil).

ABATIMENTO

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O projeto enviado pelo governo permite o aumento do limite de abatimento do superávit com investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), carro-chefe do governo na área de infraestrutura.

O governo pode abater da meta de economia até R$ 67 bilhões relativos ao PAC. Com o projeto, o desconto poderá ser de tudo o que for gasto com o PAC e desonerações a setores da economia. Até outubro, o valor já estava em R$ 127 bilhões.

Na prática, o governo poderá compensar quase todo descumprimento da meta de superavit deste ano. A oposição criticou a medida, afirmando que ela reflete a perda de controle da gestão de Dilma Rousseff sobre as contas públicas.