Economia

Pagamento de 13º salário deve injetar R$ 158 bi na economia, diz Dieese

Da Redação ·
Foto: arquivo
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SÃO PAULO, SP - O pagamento do 13º salário deve injetar R$ 158 bilhões na economia até dezembro deste ano, segundo o Dieese. O valor corresponde a 3% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e é 10,% maior do que o estimado para o ano passado.

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Das cerca de 84,7 milhões de pessoas que devem ser beneficiada pelo 13º salário, 38,6% são aposentados ou pensionistas da Previdência Social. Já os empregados formais correspondem a 61,4% do total. Na comparação com 2013, o número de beneficiários cresceu 2,9%.

O cálculo do Dieese leva em conta dados do Ministério do Trabalho, da Pnad (Pesquisa Nacional de Domicílios), feita pelo IBGE, do Ministério da Previdência e da Secretaria do Tesouro Nacional. Os dados não incluem assalariados sem carteira.

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Dos R$ 158 bilhões que serão pagos a título de 13º, 20% será destinado a beneficiários do INSS. O restante (71%) irá para empregados formalizados.


SETORES E REGIÕES

No mercado formal de trabalho, 60,9% do valor total do benefício ficará com empregados do setor de serviços, incluindo administração pública. Empregados da indústria ficarão com 19,2% e comerciários com 12,9%. Trabalhadores da construção civil e da agropecuário receberão 5,1% e 2%, respectivamente.

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Quanto a distribuição por regiões, os Estados do Sudeste ficarão com 51% dos R$ 158 bilhões. A região é a que concentra o maior número de trabalhadores, aposentados e pensionistas.

O maior valor médio para o benefício deve ser pago no Distrito Federal (R$ 3.327). O menor é encontrado nos estados do Maranhão e Piauí --ambos com média próxima a R$ 1.200.