Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Refeição fora de casa sobe acima da inflação e pressiona serviços

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Refeição fora de casa sobe acima da inflação e pressiona serviços
Autor Foto: Reprodução

RIO DE JANEIRO, RJ - Se alimentos subiram e impulsionaram com força o IPCA de setembro, comer fora de casa ficou ainda mais caro tanto no mês como no acumulado em 12 meses, especialmente em regiões onde os salários são maiores, como São Paulo e Rio e Curitiba. 

É que bares, restaurantes e afins carregam em seus custos não só o preço dos alimentos, mas também são onerados por aluguéis mais elevados (item de serviços), energia elétrica (tarifa controlada pelo governo) e reajustes salariais -não tão bons quanto em 2013, mas ainda acima da inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Para um IPCA em 12 meses de 6,75% (0,25 ponto acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central no governo Dilma), o custo de alimentação fora de casa subiu mais no período: 10,59%.

Nesse intervalo de tempo, o aumento dos alimentos, em geral, foi mais brando: 8,21%. A comida comprada para consumo no domicílio aumentou ainda menos: 6,95% -ainda que supere o índice oficial de inflação no período. 

Em setembro, a alimentação fora de casa teve alta de 1,06%, mais do que o IPCA do mês (0,57%). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Somente a refeição (item de maior peso no subgrupo alimentação fora do domicílio) ficou 10,64% mais cara em 12 meses. A cerveja consumida em bares e restaurantes, outro produto de peso relevante, subiu mais: 11,52%.

No Rio, comer e beber fora encareceu 12,42% nos últimos 12 meses. O aumento foi de 11,74% em São Paulo. Curitiba liderou entre as regiões pesquisadas: 13,59%.

Para Eulina Nunes dos Santos, a alimentação fora tem custos adicionais que "até superam" o preço em si dos alimentos comprados para o preparo dos pratos ou das bebidas vendidas ao consumidor, pois estão incluídos itens de serviços e preços administrados pelo governo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A própria alimentação fora de casa é um item de peso no agrupamento de serviços e puxou a taxa média para cima. Em 12 meses, os serviços tiveram alta de 8,58%. Outros focos de pressão importante foram o aluguel (9,88%) e a mão de obra (9,02%). 

Dentre todos preços e tarifas controladas pelo governo, o aumento mais expressivo é da energia elétrica (14,72% em 12 meses). O forte aumento se deu em meio ao risco de racionamento diante do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas (de menor custo), que obrigou o uso mais intenso das termelétricas (energia mais cara) desde o ano passado. 

O conjunto dos preços monitorados, porém, ajudam a conter a inflação, com alta de 5,32% em 12 meses. Mas, sem o desconto da conta de energia em 2013 (de 16%), já não auxiliam tanto o BC a segurar a inflação. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação só não é pior porque a taxa de água e esgoto acumula queda de 1,75% no IPCA geral em 12 meses graças ao desconto dado pela Sabesp (estatal paulista) para quem reduzisse o consumo. Na região metropolitana de São Paulo, o custo das contas soma uma queda de 26,4% em 12 meses -percentual semelhante ao benefício concedido pelo governo de São Paulo, de, no mínimo, 30% para os lares que cortassem o uso da água.


PREVISÕES 

Segundo a Rosenberg & Associados, as altas dos alimentos, em setembro (0,78%), vieram acima do esperado, especialmente no caso das carnes, o que "inflou a esperada elevação no grupo dos alimentos" –que teve três meses seguidos de queda encerrados em agosto. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da energia, diz, ainda há por vir o reajuste do Rio de Janeiro em novembro. Ainda assim, a consultora mantém sua previsão de IPCA em 6,3%, embora com um "viés de alta". 

Analistas e o governo esperam que o menor ritmo do consumo e a piora do mercado de trabalho (emprego e renda em desaceleração) ajudem a conter os preços neste final de ano. 

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV