Economia

Greve dos bancários ganha adesão de novas agências em São Paulo

Da Redação ·
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Greve dos bancários ganha adesão de novas agências em São Paulo

SÃO PAULO, SP - A greve dos bancários teve adesão de novas agências em São Paulo nesta quinta-feira (2). 

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A reportagem circulou por ruas de São Paulo e verificou que o movimento ganhou força, com mais locais fechados. Na Avenida Paulista, faixas e cartazes "Estamos em greve" estão em todos os bancos. 

A reportagem visitou 45 agências na região, todas com as atividades paralisadas. Os clientes que precisavam dos serviços bancários tinham acesso apenas aos caixas eletrônicos. 

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Na Vila Mariana, a reportagem circulou pelas Avenidas Domingos de Morais e Lins de Vasconcelos e observou que apenas três das 15 agências funcionavam normalmente -na terça-feira (30), a maior parte estava aberta. 


SURPRESA 

Não havia faixas na entrada do prédio da agência do Banco do Brasil na Domingos de Morais. Com isso, muitos clientes entravam e ficavam surpresos com a paralisação. 

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"Não sabia. Agora sou obrigada a ir em outro branco", disse a aposentada Maria de Jesus. 

Os poucos trabalhadores em atividade se dedicavam a orientar os clientes. "No que a gente pode ajudar a gente ajuda aqui de fora [área dos caixas eletrônicos]", disse um bancário que pediu para não ser identificado. 


A PARALISAÇÃO 

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A greve teve início na terça-feira (30) e, um dia depois, já paralisava um terço das agências do país. 

Os trabalhadores fecharam 7.673 agências em todos os Estados. O número representa um terço de todas as 22.987 unidades no país. 

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Quando a greve começou, 6.572 agências, ou 28,6% do total, não abriram as portas. Os levantamentos foram realizadas pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). A Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, não realiza um balanço diário para averiguar a extensão da greve. 

A confederação ainda não divulgou um balanço do terceiro dia de paralisação. 

O objetivo dos trabalhadores é pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a aumentar a proposta de reajuste salarial da categoria. 


REIVINDICAÇÕES 

Para encerrar a paralisação, a categoria demanda um reajuste de 12,5%, o que inclui 5,8% acima da inflação medida pelo INPC (6,35% no acumulado em 12 meses), piso salarial de R$ 2.979,25, 14º salário e outros benefícios. 

A proposta dos bancos, que foi rejeitada pelos trabalhadores, prevê correção salarial de 7,35%, com aumento real de 0,94%.