Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Dólar volta a subir e acumula alta de 2% em duas sessões

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Dólar volta a subir e acumula alta de 2% em duas sessões
Autor - Foto:

O dólar deu nesta terça-feira, 9, continuidade ao movimento de ontem e fechou em alta no balcão, no maior patamar desde o dia 7 de agosto (R$ 2,2970), assim como também tiveram aumento as taxas de juros futuros. Em dois dias a moeda teve ganho de 2,01% ante o real. A pressão sobre o câmbio veio de várias frentes, com destaque para a tendência de valorização externa, a apreensão com o cenário eleitoral brasileiro e a decisão da Moody's de rebaixar a perspectiva da nota soberana do Brasil.

Assim como na sessão anterior, o dólar passou o dia em alta ante o real, oscilando da mínima de R$ 2,2730 (+0,31%) à máxima de R$ 2,2910 (+1,10%), no balcão. Fechou com valorização de 0,97%, a R$ 2,2880. O volume financeiro somou US$ 1,027 bilhão, sendo US$ 1,020 bilhão em D+2. No segmento futuro, o dólar para outubro era negociado em R$ 2,301 (+0,83%), por volta das 16h30. Segundo fontes nas mesas de câmbio, chama a atenção a forte ampliação de posições compradas de investidores estrangeiros no mercado futuro. Operadores afirmaram, ainda, que houve fluxo de entrada de exportadores, o que ajudou a limitar o avanço da moeda no segmento à vista.

A forte demanda por dólares nesta terça-feira encontrou respaldo tanto no comportamento do mercado externo, onde a moeda subiu ante o euro e iene e também em relação às divisas de mercados emergentes, quanto no noticiário local. Pela manhã, a pesquisa CNT/MDA mostrou as candidatas à Presidência Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT) empatadas tecnicamente em uma simulação de segundo turno, com 45,5% e 42,7%, respectivamente. Para o primeiro turno, a pesquisa apontou que Dilma obteve 38,1% das intenções de voto e Marina, 33,5%. Em relação à sondagem passada, a diferença entre as duas caiu, já que Dilma tinha no primeiro turno 34,2%, e Marina, 28,2%. O diretor do MDA, Marcelo Souza, afirmou que não enxerga mais uma tendência de crescimento nas intenções de voto da candidata do PSB.

O mercado já tinha antecipado esse quadro na sessão de ontem, mas, mesmo assim, reagiu negativamente aos números. Agora, os investidores aguardam os dados do Datafolha previstos para ainda hoje.

Mal o investidor tinha absorvido os dados da CNT/MDA, o dólar acelerou os ganhos ante o real com o anúncio da Moody's, de revisão da perspectiva da nota soberana BAA2 do Brasil, de estável para negativa. Como argumento, a agência citou a redução "sustentada" no crescimento econômico, a deterioração "acentuada" no sentimento do investidor e os desafios fiscais.

Lá fora, o principal vetor de alta do dólar continua sendo a expectativa de que o Federal Reserve poderá antecipar o aumento da taxa dos Fed Funds, reforçada pela divulgação, ontem, de um estudo do Fed de São Francisco. De acordo com o documento, o mercado estaria mais dovish com relação à política monetária nos EUA do que os próprios membros da instituição. Esta avaliação também ajuda a pressionar a taxa dos Treasuries. Às 16h39, o rendimento das T-Notes de dez anos estava em 2,495%, ante 2,471% no final da tarde de ontem.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV