Economia

Dólar segue exterior e tem leva baixa em relação à moeda brasileira

Da Redação ·
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Dólar segue exterior e tem leva baixa em relação à moeda brasileira

Depois de ficar volátil na manhã desta sexta-feira, 5, o dólar ante o real se aproximou da estabilidade no período da tarde e terminou o pregão com leve baixa, em meio à agenda relativamente cheia, com IPCA de agosto e relatório do mercado de trabalho norte-americano. O giro foi baixo e o comportamento de queda esteve alinhado ao movimento da moeda dos EUA frente às demais divisas de países emergentes.

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Com o IPCA em linha com o esperado, as atenções dos investidores se concentraram no resultado fraco do payroll norte-americano, que, inicialmente, gerou leituras de que o aperto da política monetária pelo Fed pode demorar um pouco mais. Prevaleceu, ainda, uma certa cautela antes das próximas pesquisas eleitorais, com a Sensus saindo já neste fim de semana.

Nesse cenário, o dólar à vista no mercado de balcão encerrou o pregão desta sexta-feira com desvalorização de 0,04%, cotado a R$ 2,2430. Na semana, a moeda dos EUA teve pequena alta de 0,04%. O giro financeiro no pregão de hoje foi bastante discreto, sendo de US$ 676 milhões na clearing de câmbio da BM&FBovespa perto das 16h30. O dólar futuro para outubro recuava 0,09%, a R$ 2,2575.

Os investidores domésticos optaram pela cautela antes das próximas pesquisas eleitorais, o que resultou em giro baixo e volatilidade contida no período da tarde. Hoje, inclusive, o cientista político e chefe de pesquisa sobre mercados emergentes do Eurasia Group, Christopher Garman, traçou um cenário de extremo equilíbrio na disputa entre Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) na eleição presidencial. Segundo ele, a probabilidade de vitória é de meio a meio entre Dilma e Marina, com um ligeiro favoritismo para a reeleição da presidente Dilma. "A probabilidade é ligeira de vitória apertadíssima de Dilma", disse, em teleconferência da GO Associados. Para ele, a campanha de Aécio Neves (PSDB) "está em grandes dificuldades e naufragando".

Logo cedo, saiu a informação de que, no mês passado, os EUA criaram apenas 142 mil empregos, o menor nível registrado no ano e bem abaixo dos 225 mil postos de trabalho previstos por economistas. Inicialmente, a leitura foi de que o dado adiaria por mais algum tempo o aperto da política monetária pelo Federal Reserve. Depois, contudo, alguns economistas passaram a enxergar a possibilidade de o indicador ser revisado para cima nas próximas leituras, além de considerarem o dado um ponto fora da curva.

Também pela manhã, os investidores se depararam com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em linha com o previsto. A inflação oficial subiu 0,25% em agosto, ante 0,01% em julho, perto da mediana de 0,26% encontrada pelo AE Projeções. Com o resultado, no entanto, o IPCA voltou a superar o teto da meta em 12 meses, em 6,51%. No ano, acumula alta de 4,02%.