Economia

Para governo, inflação deve ficar em 6% no ano

Da Redação ·
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Para governo, inflação deve ficar em 6% no ano

BRASÍLIA, DF - O governo espera terminar o ano com um índice de inflação de 6%, informou nesta sexta-feira (5) o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland.

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O IPCA (índice oficial do país) acumulado em 12 meses voltou a superar o teto da meta em agosto, com uma taxa de 6,51%, informou nesta sexta-feira (5) o IBGE. De janeiro a agosto, o índice soma uma alta de 4,02%.

A estimativa do governo é mais otimista do que a visão do mercado. Na última consulta semanal do Banco Central a economistas, a expectativa é de que o IPCA termine em 6,27% no ano.

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SECA

Holland atribuiu ao tempo a perspectiva de inflação para 2014. Segundo ele, a seca esse ano está "menos esparramada" do que no ano passado, quando atingiu 1,2 mil cidades, incluindo localidades muito voltadas à produção agrícola, o que gerou impactos nos preços desses produtos.

Esse ano, a seca tem afetado cerca de 600 cidades, localidades menos voltadas à agricultura, argumentou.

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A inflação de agosto, que foi de 0,25%, se deu diante do fim do ciclo de quedas expressivas dos preços dos alimentos, bebidas, e sob impacto de reajustes de energia elétrica.

Energia elétrica residencial já acumula alta de 11,66% janeiro a agosto desse ano.

Holland ressaltou que, de setembro a dezembro, há um ciclo de alta na inflação, mês a mês, mas que essa tendência não deve comprometer o cumprimento da meta estipulada pelo governo, de manter a inflação até o teto de 6,5%.

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O secretário afirmou que a queda nos preços de alimentos e bebidas deve ajudar no processo de recuperação da confiança dos consumidores brasileiros ao longo dos próximos meses.


ADMINISTRADOS

Os preços de tarifas públicas e outros administrados pelo governo, que foram represados para segurar a alta da inflação, estão subindo acima da meta oficial. Nos últimos 12 meses, a alta desses preços foi de 5,07%.

Segundo Holland, todos os itens administrados -nesse grupo estão incluídos planos de saúde, energia, combustível, tarifa dos Correios, alguns remédios- tiveram alta, seguindo "calendário e metodologia própria de reajuste".