Economia

Para Mantega, atividade industrial mostra recuperação da economia

Da Redação ·
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fonte: Foto: Pedro Revillion/ Palácio Piratini
Para Mantega, atividade industrial mostra recuperação da economia

BRASÍLIA, DF - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou nesta terça-feira (2) que o aumento na produção industrial em julho é uma indicação de que a atividade econômica no segundo semestre vai se recuperar.

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O ministro voltou a negar o quadro de recessão da economia no primeiro semestre.

"A economia não está parada e não está em recessão. Teve problemas passageiros no primeiro semestre, e no segundo semestre vamos em direção a uma gradual melhoria", disse o ministro.

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Após cinco meses de queda, a produção industrial cresceu 0,7% em julho, conforme informou o IBGE nesta terça.


ALENTO

O desempenho positivo da atividade industrial em julho veio como um alento ao governo da presidente Dilma, cuja política econômica tem sido alvo constante dos seus adversários na disputa ao Planalto.

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Mantega fez também um aceno aos empresários, citando o dado de que o lucro das 271 maiores empresas com capital aberto no Brasil aumentou 56% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2013.

A receita líquida dessas empresas cresceu 11,9%, afirmou o ministro.


BENS DURÁVEIS

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A leve retomada em julho decorreu especialmente diante de forte desempenho dos chamados bens duráveis, com alta de 20,3%, impulsionada pelo aumento da produção de veículos -após meses de fraco dinamismo, demissões e férias coletivas em montadoras. Foi a maior alta desde janeiro de 2009, quando havia sido de 26,1%.

Segundo a Anfavea (associação das montadoras), a indústria automotiva se recuperou em relação ao mês de junho, produzindo 17% de veículos a mais do que em relação ao mês, mas não o suficiente para reverter o quadro do ano. Na comparação com julho de 2013, a Anfavea aponta queda de 20,5%, somando 252,6 mil automóveis, o pior resultado para o mês desde 2006.

Também ajudou a retomada da produção de bens de capital (máquinas e equipamentos na produção de bens, na infraestrutura e na oferta de serviços, como transporte). A categoria apresentou alta de 16,7%, o melhor resultado desde janeiro deste ano.