Economia

Pesquisa eleitoral e exterior conduzem queda do dólar

Da Redação ·
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fonte: Foto: Carlos Severo/ Fotos Públicas
Pesquisa eleitoral e exterior conduzem queda do dólar

A pesquisa eleitoral Datafolha e o exterior conduziram a queda do dólar nesta sexta-feira, 18. Os investidores aproveitaram a forte valorização registrada pela moeda norte-americana ontem, quando a divisa encerrou no maior patamar em mais de um mês, para realizar um pouco de lucros. Esse movimento foi estimulado pelo empate técnico, em um eventual segundo turno, entre a presidente Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves no levantamento conhecido ontem. Além disso, o apetite ao risco no âmbito internacional, revertendo o movimento de ontem, também deu sua fatia de contribuição para o câmbio.

O dólar à vista no mercado de balcão encerrou o dia com desvalorização de 0,89%, cotado a R$ 2,2300. A moeda, que operou em baixa ao longo de toda a sessão, chegou a cair mais de 1% na mínima do dia, a R$ 2,2260 (-1,07%). Na semana, o dólar à vista subiu 0,36%. Perto de 16h30, o giro financeiro na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de US$ 1,3 bilhão. No mercado futuro, o dólar para agosto recuava 1,30% no horário acima, a R$ 2,2375.

Conforme a pesquisa Datafolha, em um eventual segundo turno, Dilma tem 44% das intenções de voto contra 40% de Aécio, o que configura empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa. Levando em consideração esta mesma margem, porém, ainda não é possível dizer se haveria ou não essa segunda rodada do pleito, já que, juntos, todos os rivais da presidente somam 36% - mesmo porcentual da petista, ante 38% no início de julho. O candidato Aécio Neves manteve os 20% de intenções de voto, enquanto o candidato do PSB, Eduardo Campos, oscilou de 9% para 8%.

Enquanto isso, no exterior, as tensões envolvendo a queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia e a invasão de Gaza por Israel continuam no radar, mas o mercado tirou o dia para corrigir os exageros de ontem, no auge das incertezas sob os possíveis impactos desses acontecimentos na economia. Hoje, o presidente Barack Obama afirmou crer em apoio russo aos separatistas da Ucrânia e relembrou da queda de três aeronaves na mesma região. Além disso, ele também pediu a Israel que evite mortes de civis. Ainda assim, o dólar recua ante a maioria das demais divisas emergentes.

De volta ao ambiente doméstico, o Banco Central voltou a vender integralmente os contratos de swap em duas operações (tradicional e de rolagem). Na primeira, colocou os 4 mil contratos ofertados hoje, no valor de US$ 198,9 milhões. No leilão de rolagem, vendeu todos 7 mil contratos de swap cambial, totalizando US$ 346,1 milhões.

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