Economia

Em maio, economia brasileira registra pior desempenho no ano

Da Redação ·
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fonte: Foto: Arquivo
Em maio, economia brasileira registra pior desempenho no ano

BRASÍLIA, DF - A economia brasileira registrou em maio o pior desempenho dos cinco primeiros meses do ano, e as expectativas são de que junho possa trazer dados ainda piores sobre a atividade.

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O indicador de atividade calculado pelo Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (17), mostrou retração de 0,18% no quinto mês do ano em relação a abril.

O dado reflete, principalmente, a retração na indústria e o fraco resultado do comércio no período.

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O Banco Fator destaca que o resultado do IBC-Br, apesar de negativo, veio acima do esperado pela maior parte do mercado, que projetava uma queda ainda maior da atividade.

A consultoria LCA, com base em dados preliminares, projeta queda de 1,5% em junho em relação a maio no indicador do BC. A estimativa considera nova queda mensal na produção industrial e recuo também nas vendas do varejo.

A consultoria Rosenberg também afirma ser bastante provável recuo do indicador próximo de 1% em junho, o que levaria a uma queda de 0,4% no período abril-junho em relação ao trimestre anterior.

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Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a Rosenberg revisou a estimativa de PIB de 2014 e 2015 para 1,1%. A consultoria ainda espera, entretanto, crescimento de 0,1% no segundo trimestre em relação ao primeiro.

JUROS

O IBC-Br foi divulgado um dia depois de o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) decidir manter a taxa básica de juros em 11% ao ano. Foi a segunda manutenção seguida da taxa.

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O BC tem dito que a queda na atividade é um dos fatores que deve ajudar a segurar a inflação. O IPCA (índice oficial de preços) está em 6,52% nos 12 meses encerrados em junho e deve fechar o ano em 6,4%, segundo a previsão da instituição.

Ontem, no comunicado sobre a manutenção dos juros, o BC repetiu a afirmação de que a decisão foi tomada "neste momento". A expressão é vista pelo mercado como um sinal de que a instituição não quer se comprometer com os próximos passos da política monetária.