Economia

Com a Copa, comer fora fica mais caro, diz IBGE

Da Redação ·
Nesse cenário, importantes itens subiram menos, como carnes, feijão e frango.
fonte: Foto: Arquivo
Nesse cenário, importantes itens subiram menos, como carnes, feijão e frango.

RIO DE JANEIRO, RJ - Se os alimentos para consumo doméstico mostram altas menores e ajudaram a conter o IPCA de maio, o mesmo não se pode dizer de refeições, lanches, bebidas, café da manhã e afins feitos fora de casa. Os preços desses itens aceleraram, em média, para 0,91% em maio, contra 0,57% em abril, informou o IBGE nesta sexta-feira (6).

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Para Eulina Nunes dos Santos, coordenadora do IBGE, a Copa já proporciona aumentos maiores na alimentação fora do domicílio nas cidades-sede, onde já existe um fluxo de turistas e pessoas trabalhando no evento. Dentre os itens, ficaram mais caros, em maio, refeição (0,96%), lanche (0,84%), refrigerante (1,29%) e café da manhã (1,24%).

A coordenadora afirmou que os alimentos, de um modo geral, cedem na esteira da entrada da safra -que neste ano será pouco maior do que em 2013- e do clima mais favorável, após a intensa estiagem que perdurou até abril.O grupo alimentos subiu 0,58% em maio, menos do que os 1,19% de abril.

Nesse cenário, importantes itens subiram menos, como carnes, feijão e frango. Outros registraram queda, como batata, hortaliças e frutas -mais afetados pela seca. A economista disse ainda que com os sucessivos aumentos dos meses anteriores o "consumo se retraiu", o que também abriu espaço para uma freada dos preços dos alimentos. O mesmo, afirma, não se vê na alimentação fora de casa -que registra alta acumulada de 10,09% em 12 meses- acima do IPCA. de 6,37%. Esse subgrupo é um dos principais responsáveis pelo aumento dos serviços (8,70% em 12 meses).

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Há ainda uma previsão de aumentos nas passagens aéreas em junho, além de outros itens ligados ao turismo, como hotéis e pacotes de viagens.