Economia

Saldo comercial de maio é o pior para o mês desde 2002

Da Redação ·
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fonte: Foto: Divulgação
Saldo comercial de maio é o pior para o mês desde 2002

BRASÍLIA, DF - O Brasil registrou saldo comercial positivo de US$ 712 milhões em maio, o pior resultado para o mês desde 2002.
O número expressa a diferença entre as exportações e as importações do país no período. Em maio do ano passado, houve superavit de US$ 760 milhões.
Apesar de ser o mais baixo em mais de uma década, o resultado ajudou a diminuir o deficit acumulado no ano, que agora está em US$ 4,9 bilhões.
No mesmo período do ano passado, o resultado estava negativo em US$ 5,4 bilhões.
Em maio, as exportações somaram US$ 20,8 bilhões, valor superior ao total exportado em maio de 2013, mas uma queda de 4,9% pela média diária.
A redução nas vendas ocorreu em todos os segmentos: manufaturados (-9,7%), semimanufaturados (-11,1%) e básicos (-1%).
As importações no mês passado foram de US$ 20 bilhões, queda de 4,8% ante o mesmo período de 2013 também pela média diária.
Houve queda nas compras de combustíveis e lubrificantes (-22,8%) e bens de capital (-7,1%), enquanto aumentaram as importações de matérias-primas (+2,5) e bens de consumo (+0,2%).

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PAÍSES

O Brasil perdeu terreno em quase todos os seus principais mercados em maio.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 10,8% nas vendas para o mercado chinês pela média diária. Para a Argentina, as exportações despencaram 25,8%. Para os Estados Unidos, houve queda marginal de 0,3%.
As vendas cresceram apenas para a União Europeia (+0,5%) e Europa Oriental (+18,3%).

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BALANÇA EM ABRIL

O Brasil registrou superavit comercial de US$ 506 milhões em abril. As exportações somaram US$ 19,72 bilhões, uma alta 5,2% nas exportações em comparação com abril de 2013, pela média diária.
As importações no mês somaram US$ 19,2 bilhões, queda de 2,2% em relação ao verificado em abril do ano passado pela média diária.
A exportação de produtos básicos puxou os resultados da balança de abril. O país exportou US$ 10,6 bilhões desses bens, um valor recorde para o mês.
Os itens mais vendidos em valor foram soja em grão (US$4,13 bilhões) e minério de ferro (US$2,06 bilhões).
Na outra ponta, exportação de bens semifaturados caiu 4% e de manufaturados, 1,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.
No grupo dos produtos manufaturados, caíram as vendas principalmente de laminados planos (35,8%) e de automóveis para passageiros (31,3%).