Economia

Notebooks impedem queda maior do mercado de computadores no Brasil

Da Redação ·
Venda de PCs caiu 6,4% no ano passado, diz consultoria
fonte: vidaportatil.com.br
Venda de PCs caiu 6,4% no ano passado, diz consultoria

Os computadores portáteis, como notebooks e netbooks, levaram o mercado brasileiro de computadores "nas costas" e impediram uma queda maior do setor no ano passado. As vendas de PCs caíram 6,4% em 2009, na comparação com 2008, chegando a 11 milhões de unidades vendidas. Os dados são da consultoria IDC.

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Mas as vendas de notebooks cresceram 19% no ano passado, chegando a 3,8 milhões de máquinas comercializadas. Essa alta foi gerada principalmente por usuários domésticos, que compraram 36% mais notebooks em 2009, enquanto entre as empresas (mercado corporativo) houve uma queda de 16%. Luciano Crippa, analista do setor de PCs da IDC, diz que a redução dos impostos é uma das causas do fenômeno.

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As medidas que foram tomadas pelo governo como a isenção de tributos e impostos para o segmento de PCs e a facilidade de novas linhas de crédito, principalmente no varejo e nos programas nacionais de inclusão digital para professores, propiciaram esse crescimento.

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Já os desktops (computadores de mesa) registraram 16% de queda nas vendas, chegando a 7,2 milhões de unidades – o número leva em conta os mercados doméstico e corporativo. Nos últimos anos há um processo gradual de substituição das máquinas fixas pelas móveis. A novidade agora é que essa migração começa a ser feita também pela classe C, diz o analista.

No segmento doméstico isso é um resultado claro da substituição dos desktops pelos portáteis, que oferecem mobilidade, portabilidade e autonomia de bateria cada vez maior.

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Para 2010, a expectativa do IDC é que o mercado se recupere e o número de máquinas vendidas chegue a 12,8 milhões, uma alta de 16%. Crippa diz que muitas empresas adiaram gastos no setor em razão da crise econômica mundial.

O mercado brasileiro de PCs nunca havia sofrido queda de vendas no comparativo ano a ano, mas no ano passado, por conta da crise financeira mundial, as empresas cortaram recursos e postergaram a compra de equipamentos para 2010 e 2011.