Economia

Usina de Mauá atinge recorde na produção de concreto para barragem

Da Redação ·
 A construção da Usina Mauá, no rio Tibagi, registrou em maio recordes na produção mensal e diária de concreto compactado com rolo
fonte: AEN
A construção da Usina Mauá, no rio Tibagi, registrou em maio recordes na produção mensal e diária de concreto compactado com rolo

As obras da Usina Hidrelétrica Mauá alcançaram recorde na produção de concreto compactado com rolo (CCR), material utilizado na construção da barragem do aproveitamento. Foram produzidos quase 89 mil metros cúbicos de CCR durante o mês de maio, sendo que em um único dia foi registrada a marca de 4,9 mil metros cúbicos.
 

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Na história dos empreendimentos hidrelétricos construídos anteriormente com a participação da Copel que empregaram tal tecnologia, as maiores marcas obtidas na produção de concreto compactado foram de 77,1 mil metros cúbicos em um mês, no caso da Derivação do Rio Jordão, e 3,6 mil metros cúbicos em um só dia na obra da Usina Dona Francisca, localizada no Rio Grande do Sul.
 

“O andamento de todas as frentes de trabalho no canteiro de obras tem sido bastante expressivo”, afirmou Sérgio Luiz Lamy, superintendente-geral do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, formado por Copel e Eletrosul, e que detém a concessão do empreendimento. “A construção da Usina Mauá avança em ótima velocidade e dentro dos mais altos padrões de qualidade, graças a um bom planejamento, à eficiência da administração dos contratos e ao trabalho de excelência da Copel no acompanhamento diário de todas as etapas da obra”.

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A Usina Mauá está sendo construída no Rio Tibagi, entre Telêmaco Borba e Ortigueira, absorvendo investimentos de R$ 1 bilhão. Com 361 MW (megawatts) de potência instalada, suficiente para atender a uma cidade com cerca de 1 milhão de habitantes, a hidrelétrica começará a produzir eletricidade já a partir do próximo ano. O Consórcio Cruzeiro do Sul, que detém a concessão do aproveitamento, é resultado de uma parceria entre a Copel (com 51% de participação) e a estatal federal Eletrosul (titular dos 49% restantes).
 

BARRAGEM – O barramento da Hidrelétrica Mauá fica 600 metros a montante (rio acima) da já existente Usina Presidente Vargas e terá 745 metros de comprimento na crista e 85 metros de altura máxima, possibilitando a formação de um reservatório com 84 quilômetros quadrados de superfície. Quando concluída, a barragem servirá como ponte para transposição do Rio Tibagi com uma pista de mão dupla e passagem para pedestres, ligando os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira.
 

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Até agora, foram lançados cerca de 315 mil metros cúbicos de concreto compactado com rolo na barragem, ou cerca de metade do volume total previsto. Com o material que já foi lançado, seria possível construir cinco estádios como o Maracanã, no Rio de Janeiro. Segundo o superintendente Sérgio Lamy, além de dispor de toda a infraestrutura e logística necessárias para a produção de concreto em grande escala, o empreendimento Usina de Mauá utiliza os mais modernos métodos de lançamento de concreto na barragem, abreviando o tempo de construção do maciço.
 

O concreto compactado com rolo é um tipo de material construtivo menos fluido que o concreto convencional, pois possui menor quantidade de água e de cimento. Por isso, precisa ser adensado por rolos compactadores. O concreto convencional também é produzido no canteiro de obras de Mauá para aplicação em outras estruturas. O canteiro de obras dispõe de centrais de britagem e de concreto que funcionam seis dias por semana, 24 horas por dia, além de dezenas de caminhões e máquinas para transportar, nivelar e compactar todo o material produzido.
 

Para que toda essa estrutura funcione, atualmente quase 1.700 pessoas se revezam em turnos de trabalho no canteiro. Segundo estimativas do Consórcio Cruzeiro do Sul, o número de empregos diretos gerados pela obra deve chegar a 2 mil até o final do ano.
 

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OUTRAS FRENTES – A Usina Mauá terá potência instalada total de 361 MW, sendo 350 MW na casa de força principal, onde as três unidades geradoras já começaram a ser montadas, e mais 11 MW em uma casa de força complementar que começou a ser implantada no mês de maio junto à barragem. Esta casa de força complementar vai gerar energia aproveitando a vazão remanescente que será mantida entre a barragem e o canal de fuga da usina principal.
 

Para levar a água do reservatório até a casa de força principal está sendo construído um circuito composto de tomada de água de baixa pressão – cujas torres das comportas estão sendo concretadas, túnel de adução com 1.922 metros de comprimento – que já foi escavado em meia seção e agora está tendo o piso rebaixado e mais câmara de carga, tomada de água de alta pressão e os três túneis forçados no trecho final – que já foram totalmente escavados e estão sendo concretados.
 

O projeto prevê, ainda, a conexão da Usina Mauá ao Sistema Interligado Nacional por uma subestação operando na tensão de 230 mil volts e duas linhas de transmissão que já começaram a ser instaladas, conectando-a às subestações Figueira e Jaguariaíva, ambas da Copel.