Economia

Dólar fecha em leve alta com ajuste técnico e exterior

Da Redação ·
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Dólar fecha em leve alta com ajuste técnico e exterior

O dólar fechou em alta ante o real nesta sexta-feira, 9. A divisa norte-americana teve ganhos generalizados no exterior, em função dos receios com a crise na Ucrânia, enquanto aqui os operadores locais aproveitaram para recompor posições em dólar, após a moeda ter caído nas três sessões anteriores. O real, que vinha subindo também em função das especulações sobre a corrida eleitoral, hoje devolveu parte dos ganhos após a pesquisa Datafolha confirmar queda de Dilma Rousseff e alta de Aécio Neves. Nesse cenário, aumentou a possibilidade de segundo turno.

O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,2170, uma alta de 0,27%. Por volta das 16h30, o giro estava em US$ 1,38 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. Na semana, a moeda caiu 0,18%. No mercado futuro, o dólar para junho avançava 0,02%, a R$ 2,2310. O volume de negociação era de quase US$ 11,62 bilhões. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, subia 0,65%. O dólar também avançava em relação a moedas emergentes e de países exportadores de commodities, como o dólar canadense (+0,64%), dólar neozelandês (+0,37%) e o rand sul africano (+0,22%).

Além das tensões na Ucrânia, onde separatistas realizam neste fim de semana referendos sobre a independência de regiões no leste do país, o dólar avançou ainda em função da fragilidade do euro, que continua pressionado após o presidente do Banco Central Europeu (BCE) alertar ontem que a instituição pode afrouxar a política monetária na reunião do próximo mês.

No noticiário local, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril com alta de 0,67%, ante uma variação de 0,92% em março, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou no piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de uma taxa de 0,67% a 0,85%, com mediana de 0,80%. No ano, o IPCA acumulou uma alta de 2,86%. Em 12 meses, a taxa ficou em 6,28%, abaixo do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. Já a FGV informou que o IGP-M subiu apenas 0,06% na primeira prévia de maio, de +0,72% na mesma coleta de abril, um pouco abaixo do piso das estimativas, de 0,07%.

Já a Anfavea informou hoje que a produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no País teve alta de 1,6% em abril ante março e recuo de 21,4% ante abril de 2013. Com o resultado, a produção acumula retração de 12% nos quatro primeiros meses do ano, sobre igual período de 2013. Já as vendas totais de veículos tiveram expansão de 21,8%, em base mensal, e queda de 12,1%, na comparação anual. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2014, os emplacamentos tiveram baixa de 5% ante igual período de 2013.

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