Economia

Dólar cai, em linha com queda no exterior

Da Redação ·
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Dólar cai, em linha com queda no exterior

O dólar terminou em queda ante o real nesta quinta-feira, 8, embora acima das mínimas atingidas durante a sessão. O desempenho da moeda norte-americana no mercado doméstico recebeu influência principalmente do declínio observado ante outras divisas emergentes no exterior. Apesar do declínio do dólar, as taxas de juros terminaram em alta, conduzidas pelas expectativas em torno do relatório do IPCA, previsto para amanhã, a alta dos juros dos Treasuries e comentários de um diretor do Banco Central.

O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,2110, uma queda de 0,41%. Durante a sessão, a moeda atingiu uma mínima de R$ 2,2000. Por volta das 16h30 o giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de US$ 994,3 milhões. No mercado futuro, o dólar para junho recuava 0,36%, a R$ 2,2250. O volume de negociação era de quase US$ 14 bilhões.

Dados da balança comercial da China favoreceram o apetite por risco nas moedas emergentes e ligadas a commodities. O país registrou um superávit comercial de US$ 18,46 bilhões em abril, superando as previsões de um saldo positivo de US$ 17,3 bilhões. No mesmo período do ano passado, a China havia marcado um superávit de US$ 18,16 bilhões na balança comercial.

Além disso, operadores do mercado disseram que o dólar foi pressionado por algum fluxo positivo no mercado hoje e pelas expectativas de mais entrada de recurso depois das captações externas realizadas recentemente pela Caixa Econômica Federal e pela Fibria.

Os leilões de swaps cambiais do Banco Central também contribuíram para a baixa do dólar. A instituição vendeu 4 mil contratos de swap cambial para o vencimento em 2 de março de 2015, no leilão tradicional realizado de manhã, totalizando US$ 198,5 milhões. Em outra operação, de rolagem, vendeu 5 mil contratos de swap, no valor total de US$ 247,6 milhões.

No âmbito internacional, o dólar avançou ante o euro, ajudado pela sinalização do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que a instituição poderá adotar medidas de estímulo na próxima reunião da instituição em junho. Perto das 16h30, o euro recuava 0,41%, para US$ 1,3853, de US$ 1,3914 ontem.

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