Economia

Dilma evita falar de aval à compra de refinaria

Da Redação ·
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fonte: Arquivo
Dilma evita falar de aval à compra de refinaria

A presidente Dilma Rousseff evitou hoje responder a perguntas sobre seu aval à compra pela Petrobras de uma refinaria em Pasadena, nos EUA. Em nota, a Presidência afirmou que se baseou em um parecer técnico falho.
 

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Questionada se apoiava a investigação da Petrobras, respondeu: "Você não vai me entrevistar. Aqui não, né?", disse Dilma, enquanto cumprimentava hóspedes de um hotel no município de Caucaia, cidade vizinha. No resort, ela almoçou com o governador do Ceará, Cid Gomes, e com parlamentares do Estado.

Na avaliação da cúpula palaciana, o assunto está encerrado. Mesmo tendo irritado a presidente, a ideia é que o caso não se prolongue.

Em vez de ter evitado o assunto e ter sangrado com especulações de omissão quanto ao parecer técnico, o Planalto crê que admitir o problema foi mais "honesto".

Procurado hoje para comentar a divulgação das informações, Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás na época, preferiu não tecer comentários.

Documento falho

A aquisição pela Petrobras de metade das ações da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi autorizada em 2006 pelo Conselho de Administração da companhia com base em um documento "técnica e juridicamente falho", disse hoje a Presidência da República.

Ministra da Casa Civil na época, a presidente da República, Dilma Rousseff, presidia o conselho da Petrobras quando o negócio foi autorizado. Ela votou a favor do negócio. O caso foi revelado hoje pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

A reportagem aponta que Dilma afirmou, em sua primeira manifestação pública sobre o tema, que só aprovou a compra da refinaria na época por ter recebido "informações incompletas" do parecer.