Economia

Graça Foster diz que aumentar produção de óleo é prioridade

Da Redação ·
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fonte: Arquivo
Graça Foster diz que aumentar produção de óleo é prioridade

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou, na manhã de hoje, a uma plateia de representantes da indústria naval, que a necessidade de aumentar a produção de óleo é a prioridade da empresa.

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Graça explicou que, por esse motivo, nem sempre poderá seguir na política de desenvolvimento do setor no Brasil, na contratação de embarcações de apoio, como tem defendido o governo.

Disse, também, que não há espaço para "jeitinho" no atendimento à petroleira.

O comentário foi feito durante a divulgação do balanço do Prorefam (Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo). O programa, que existe em 2000, contratou 87 navios de apoio a plataformas no Brasil até hoje, de um total de 146 previstos em sete rodadas de licitações.

Para a sexta rodada, em andamento, existem 26 ofertas. Se todas fossem fechadas, sobrariam ainda 43 navios a serem contratadas na última rodada, aberta esta semana.

Atraso na produção

"Torcemos para que a indústria naval continue crescendo pujante e respeitada. A indústria está mostrando aos clientes ao que veio. Da mesma forma, quando optamos por outro fornecedor, é porque o conteúdo não está sendo feito no Brasil."

"É porque não é possível fazer tudo no Brasil e porque a Petrobras não pode esperar. Não há nada que justifique nosso atraso na curva de óleo. Não é viável para ninguém qualquer risco à curva de produção", disse a presidente da estatal.

Graça disse aos representantes do setor que não há espaço para improviso no atendimento à grande demanda da empresa.

"Nossa política é muito clara. Vamos contratar o que for possível e competitivo em relação a outras oportunidades fora do Brasil. E foi assim desde 2003. Não é possível dar jeitinho. Nossa prioridade é óleo produzido."

A gerente de serviços na área de Exploração e Produção da Petrobras, Cristina Pinho, afirmou que os problemas no fechamento de contratos no Brasil se deve aos elevados preços e a dificuldades técnicas. Desta forma, a empresa tem recorrido a fornecedores estrangeiros.

As embarcações contratadas têm de 50% a 70% de conteúdo local. Já na operação das embarcações, a Petrobras tem exigido conteúdo de 70%.