Economia

Mais de 65% dos usuários avaliam serviço de celular como "bom"

Da Redação ·
Pesquisa entrevistou tanto usuários pós-pagos como pré-pagos
fonte: Arquivo
Pesquisa entrevistou tanto usuários pós-pagos como pré-pagos

Uma pesquisa revelou hoje que em 9,1% dos domicílios brasileiros não há acesso a qualquer tipo de serviço de telecomunicações, como telefonia fixa, móvel, TV por assinatura ou internet.

O estudo, feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), revelou ainda que dentre todos os serviços avaliados, a telefonia móvel foi considerada a de pior qualidade.

Mesmo assim, 65,5% dos usuários avaliam o serviço de seus celulares como "bom". O número, de acordo com o Ipea, é alto porque considera tanto usuários pós-pagos como os pré-pagos que fazem menor uso dos recursos das operadoras. Esse tipo de contratação, sem conta, representa 82,5% do total de clientes das operadoras.
 

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"Como as maiores reclamações desse setor estão relacionadas com a cobrança, muito provavelmente, se tivéssemos analisado esses grupos individualmente os consumidores do pós-pago estariam menos satisfeitos", disse João Maria de Oliveira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, responsável pelo estudo. Os usuários dos outros serviços apresentam grau de satisfação superior.

Para 72,9% dos clientes da telefonia fixa, o serviço foi considerado bom. Essa percepção positiva, nos contratos de TV por assinatura, chega a 87,1% dos usuários.

A amostra do Ipea incluiu 3.810 domicílios, selecionados conforme a proporção de residentes por região indicada no Censo de 2010. Todos eles foram escolhidos de forma aleatória.

Computador

No Brasil, mais da metade dos domicílios ainda não possui computador. São 51,8% dos lares sem o equipamento contra 48,1%.

Olhando as regiões, o Nordeste aparece com o menor número de domicílios com computador, 39,6%. Enquanto o Sudeste é o que tem mais, 54,6%.

Para o Instituto, a posse de um computador é considerada um dos fatores limitantes do acesso à internet banda larga.

Dos domicílios brasileiros, 40,8% possuem algum tipo de acesso à rede, seja por meio de linha discada, modens, ou conexão móvel. Esse resultado não leva em consideração a conexão que pode ser feita por meio de celulares.

O custo elevado do aparelho, para 70% dos entrevistados é determinante para que a compra não seja feita.

Combos

A ampla maioria dos brasileiros ainda paga por seus serviços de telecomunicações de forma separada, ou seja, sem assinatura de combos, que unem diversos serviços em um só pacote.

Esses contratos feitos individualmente representam a opção de 70,6% dos domicílios brasileiros, enquanto 19,7% assinam combos e 9,1% não utilizam nenhum serviço pago de telecomunicações.

De acordo com João Maria de Oliveira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, o número de domicílios sem qualquer serviço de telecomunicações foi considerado elevado e surpreendeu a equipe do Instituto.

"Imaginamos que esse número fosse menor. Muito provavelmente as pessoas que não têm acesso a esses serviços mora na zona rural ou faz parte da população de baixa renda e não consegue pagar por isso".

Para a maior parte da população, 51,7%, o valor médio pago pelos pacotes de combo fica na faixa de R$ 71 e R$ 150.

Móvel

O processo de substituição dos aparelhos móveis por fixos, de acordo com João Maria, está aumentando no Brasil, principalmente pelo preço menor para manter em funcionamento um celular pré-pago frente a uma linha fixa.

Para 18,5% das pessoas que não possuem um telefone fixo em casa, o serviço não é necessário, o que indica, segundo o estudo, que já há, para esta parcela da população, maior interesse em manter apenas o celular para se comunicar.

Já em 15,5% dos domicílios brasileiros não há nenhum celular. Em cada região do país uma operadora se destaca com maior número de clientes.

No Sul, prevalece a TIM, com 36,1% da fatia de clientes. No Sudeste, Norte e Centro-Oeste, a operadora mais usada é a Vivo, com 35,3%, 60% e 36,3%, respectivamente. No Nordeste a Oi lidera com 39,6% do mercado.

Fixo

O telefone fixo ainda é comum nas casas brasileiras. O aparelho está presente em 54,4% dos domicílios.

A divisão desses clientes entre as empresas é bastante desigual. Enquanto a Oi concentra 47,8% dos clientes, a Telefônica, segunda colocada com maior número de assinantes, concentra 21% dos usuários. A Embratel/Net, 11,2% e a GVT, 5,7%.

TV Por Assinatura

A TV por assinatura ainda não é muito popular nas residências brasileiras. Esses contratos são feitos por 26,6% dos lares, enquanto o acesso a TV aberta está em 90,5% das casas.

O mercado da TV por assinatura é dominado pelo grupo Net/Embratel, que detém 41,6% do mercado. A segunda maior fatia pertence à SKY, com 29,7%.

Em todo país, 73,4% dos domicílios possui apenas TV aberta. Já 9,5% possui apenas TV por assinatura. Em 17,1% dos casos, existe a combinação das duas coisas. Um universo menor, de 0,8% dos domicílios, não possui TV.