Economia

Estoque de carros com preços antigos deve durar mais um mês

Da Redação ·
Consumidores de Apucarana aproveitam estoque antes da alta do IPI | Foto: Sérgio Rodrigo, da Tribuna do Norte
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Consumidores de Apucarana aproveitam estoque antes da alta do IPI | Foto: Sérgio Rodrigo, da Tribuna do Norte

Consumidores que hesitaram em adquirir carros novos no período de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, ainda têm oportunidade de pagar mais barato pelos veículos. Os estoques com preços antigos devem durar até um mês em concessionárias da região pesquisadas pela reportagem. Depois disso, a nova alíquota vai gerar acréscimo de até 2% no preço final dos automóveis, além dos até 8% para inclusão de airbag e ABS, anunciados pelo governo mês passado. 

Publicado em 24 de dezembro pelo Diário Oficial da União, o decreto determina aumento de IPI desde 1º de janeiro. Automóveis 1.0, por exemplo, tiveram alta de 2% para 3% (ver gráfico). Para se ter uma ideia, se um carro com este motor custar R$ 40 mil, R$ 1,2 mil é só de IPI. Pela nova proposta do governo, o índice para esse modelo chegará 7% a partir de julho de 2014. O preço novo valerá a partir dos veículos 2014/2014. Apenas caminhões permanecem com alíquota zero. 
 

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Mesmo tendo vendido 11% mais em relação a 2012, na concessionária Chevrolet de Apucarana em que é proprietário, o empresário Armando Boscardin afirma os carros com IPI reduzido devem durar até fevereiro, dependendo do modelo. “Existe uma leva de veículos sem incidência do imposto que ainda nem chegou na loja”, justifica Boscardin. “Quem comprar agora, ainda não terá incidência do imposto”, garante.

Com o imposto menor, o vendedor Santo Santa Rosa afirma que a concessionária Volkswagem faturou cerca de 20% a mais. “Para a gente, com certeza, é interessante manter o IPI reduzido. Mas o estoque antigo ainda deve durar de 15 a 30 dias, dependendo do modelo”, estima. 

Por outro lado, o empresário Pedro Alberto Pugliese, de da VW de Arapongas, acredita que “o mercado continua comprador”, apesar da alta. “Em julho, a alíquota (do modelo até 1.0) subirá de 3% para 7%. Então, até lá, o preço continua interessante para quem quer comprar”, analisa. 


ANTENADOS
Os consumidores mais antenados já trataram de aproveitar a oportunidade de pagar menos, antes que a vantagem acabe. É o caso do operador de máquinas Marcos Luciano Pereira, 35 anos, de Marilândia do Sul. Ele estava decidido a adquirir um carro zero, mas não tinha tanta pressa. Quando soube que ia subir, tratou de correr. “Faturei (o carro) no final do ano passado e, hoje (ontem), vim buscar”, revela, enquanto era atendido em uma concessionária de Apucarana. 
A engenheira eletricista Josianne Tanaka, de 36 anos, de Curitiba, veio visitar a família, na Cidade Alta, mas ganhou foi uma dúvida cruel. Há cerca de um ano e meio que ‘namora’ um novo modelo de carro e a notícia da redução da alíquota aumentou a tentação em adquiri-lo. “Estava caminhando e resolvi mostrar o modelo para meus parentes. A dúvida aumentou. Dois por cento é um dinheiro agregado significativo”, argumenta.

As alíquotas atuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca (fogões, geladeiras, freezeres, condicionadores de ar, etc.) vão continuar a valer, sem data prevista de mudança, segundo o Ministério da Fazenda.