Economia

Dona da Ambev prevê queda nas vendas

Da Redação ·
Crédito da foto - valor.com.br
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SÃO PAULO, SP, 31 de outubro (Folhapress) - Diante de mais um trimestre de retração nos volumes no Brasil, a AB InBev, maior fabricante de cervejas do mundo e dona da Ambev, voltou a mostrar preocupação com os impactos da inflação ao seu negócio no país.

Com base no resultado do período e na previsão para os últimos três meses, o grupo passou a considerar o pior o cenário de suas expectativas para o fechamento do ano, ou retração nos volumes. O intervalo da previsão variava de estabilidade a queda de um dígito.

No terceiro trimestre, a subsidiária brasileira (Ambev) vendeu 4% a menos em cerveja do que em igual período do ano passado. A companhia atribui a retração ao mercado ainda desafiador, com inflação elevada e menor renda disponível para o consumo do produto, além de clima desfavorável.
 

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"A inflação de alimentos desacelerou consideravelmente nos últimos meses, mas ainda está bem acima da inflação geral e continua a pressionar a renda disponível de nossos clientes potenciais", afirma a AB InBev em comunicado. O Brasil é o terceiro maior mercado para cervejas, atrás da China e dos EUA.

Para confrontar o cenário mais desafiador, a Ambev aposta em uma estratégia de embalagens mais acessíveis e num esforço para aumentar os volumes de marcas premium no país.

Apesar da retração nos volumes, a companhia conseguiu elevar em 6% as receitas por hectolitro com a venda de cervejas no Brasil. Além da estratégia de preços e o esforço com marcas de maior valor agregado, a Ambev cita também um impacto positivo de maior distribuição direto do produto.

A receita líquida da companhia como um todo -inclui refrigerantes e outros mercado além do Brasil- subiu 5,3% no período, para R$ 8,46 bilhões. Já o lucro, de R$ 2,28 bilhões, caiu 7,9% em relação ao terceiro trimestre de 2012, influenciado por uma piora no resultado financeiro e impostos mais altos.

A AB InBev também registrou retração (-1,3%) no volume vendido no mundo, em linha com expectativa de analistas.

A receita cresceu 3%, para US$ 11,73 bilhões de dólares, menor que a média das estimativas de US$ 11,86 bilhões.