Economia

Leilão de Libra ocorrerá mesmo com apenas 1 consórcio

Da Redação ·
 No Rio de Janeiro, integrantes de movimentos sociais acampam em frente à sede da Petrobras, em dia de protesto dos petroleiros contra o leilão do pré-sal - Foto: http://midiacon.com.br/
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No Rio de Janeiro, integrantes de movimentos sociais acampam em frente à sede da Petrobras, em dia de protesto dos petroleiros contra o leilão do pré-sal - Foto: http://midiacon.com.br/

O governo federal não sabe quantos consórcios apresentarão oferta no leilão da área de Libra, no pré-sal, mas a licitação ocorrerá de qualquer maneira na segunda-feira (21), com um ou mais ofertantes, disse neste sábado (19) o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante entrevista coletiva em Brasília.

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Segundo Lobão, nove grupos já depositaram a garantia para participar do leilão. "Como [o valor depositado] não é pequeno, supõem-se que elas estejam interessadas. O importante é que haja participantes, seja um ou mais."

Este será o primeiro leilão a ser feito no modelo de partilha, que terá a Petrobras como única operadora e com a participação mínima de 30% do consórcio vencedor. "Não estamos privatizando o petróleo do pré-sal, mas nos apropriando dele, porque debaixo do mar, deitado em berço esplêndido, essa riqueza de nada nos servirá", disse Lobão.

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"Só em Libra, algo em torno de R$ 270 bilhões serão destinados às áreas de saúde e educação. Ao longo da exploração, que deve durar 35 anos, R$ 370 bilhões virão com a apropriação do petróleo [pela União]", acrescentou.

Advogados do governo estão neste fim de semana em estado de alerta antes do primeiro leilão do pré-sal brasileiro, marcado para as 15h, no Rio. A Advocacia-Geral da União está de olho no Judiciário, à espera de que nenhuma liminar seja concedida para barrar o evento.

Ao menos 19 ações judiciais pediram o cancelamento do leilão. Dessas, sete já foram derrubadas pelo governo, segundo balanço divulgado na sexta-feira (18) à noite pela AGU, que representa o governo na Justiça.

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O leilão do Campo de Libra é alvo de críticas de setores que vão dos petroleiros, em greve nacional desde quinta-feira (17), até ex-executivos da Petrobras. Movimentos sindicais e sociais têm promovido -e prometem manter- protestos contra o leilão.

Em resposta, o governo decidiu reforçar a segurança na Barra da Tijuca, onde fica o hotel que sediará o leilão. Além das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, o Exército e a Força Nacional atuarão para garantir que os protestos não afetem a realização do evento.

Fonte: UOL