Economia

Tensão continua e Bovespa tem queda

Da Redação ·

A Bovespa opera em queda nesta sexta-feira, acompanhando a direção dada por Wall Street. O clima de aversão ao risco continua, com o foco das preocupações mais uma vez sobre a crise de dívida da Grécia e seus efeitos em outros países endividados do bloco europeu.

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Após abrir em alta e inverter o sinal algumas vezes, o Ibovespa firmou-se no campo negativo no final da manhã. Às 15h18, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 1,05%, aos 62.897 pontos. Na mínima alcançou 61.663 pontos (-2,76%) e na máxima 63.945 pontos (+0,84%). No mesmo horário, o Dow Jones recuava 0,99% e S&P 500 registrava queda de 1,09%.


Para a sócia-gestora da Investport, Mirela Rappaport, a volatilidade ainda reflete o grande nervosismo de ontem. A profissional lembra que a divulgação do payrol nos Estados Unidos não deu suporte para uma recuperação do mercado. "A propensão maior de venda deve permanecer hoje", afirma.


Petrobras PN recuava 0,27% e ON cedia 0,32%, em dia de nova queda na cotação do petróleo na Nymex eletrônica. O preço do insumo cedia mais de 2% para a casa dos US% 75 o barril.


Vale PNA acompanha o movimento de queda com recuo de 0,67%, enquanto as ON cediam 0,32%. As siderúrgicas registravam queda mais forte com Gerdau (-2,69%), Gerdau Metalúrgica (-1,85%), Usiminas (-1,09%) e CSN (-1,04%). Esta última reagindo também à divulgação do balanço financeiro do primeiro trimestre na noite de ontem.


A CSN registrou no primeiro trimestre de 2010 lucro líquido consolidado de R$ 482 milhões, o que representa uma alta de 31% ante o primeiro trimestre de 2009. O resultado ficou 26,3% abaixo das previsões de analistas, que esperavam, na média R$ 654,3 milhões.


Em relatório divulgado hoje, analistas do Credit Suisse destacam que a empresa registrou melhora nos resultados do trimestre, mas não tanto quanto o esperado. O documento, assinado pelos analistas Ivan Fadel, Bruno Savaris e Luiz Moreira, credita o desempenho abaixo do previsto ao fraco resultado do setor de mineração.



Balanços
 

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O nervosismo dos mercados ofuscou a divulgação de bons resultados pela MRV, que chegou a liderar as altas do Ibovespa no início do pregão. Há instantes as ações da empresa caíam 0,55%. A empresa informou lucro líquido de R$ 115,872 milhões no primeiro trimestre de 2010, o que representa um salto de 136,4% em relação ao lucro de R$ 49,021 milhões de igual período do ano passado.


A PDG Realty, que também divulgou balanço, recuava 3,28%, entre as maiores quedas do Ibovespa. A empresa obteve lucro líquido ajustado de R$ 136,14 milhões no primeiro trimestre de 2010, com alta de 153% em relação aos R$ 53,77 do mesmo período de 2009. Sem ajustes por despesas referentes ao plano de opção de compra de ações (não-caixa), o lucro líquido do período é de R$ 125,587 milhões, 147% maior que no primeiro trimestre de 2009. Analistas lembram, no entanto, que as ações subiram muito após anúncio da compra da Agre e que agora investidores podem estar realizando.


A Rodobens Negócios Imobiliários recuava 1,81%. A companhia reportou lucro líquido de R$ 4,129 milhões no primeiro trimestre de 2010, com retração de 60% ante igual período do ano anterior. Na mesma base de comparação, a receita líquida da companhia cresceu 12%, para R$ 116,359 milhões.