Economia

Exportações podem crescer até 30% com incentivos

Da Redação ·

Em um prazo de dois anos, as medidas de incentivo às exportações anunciadasontem pelo governo devem fazer com que as vendas brasileiras para o exterior cresçam até 30%. “É difícil estimar com precisão [o efeito das medidas], mas, certamente, essas medidas induzirão um crescimento, no médio prazo, entre 20% e 30% [nas vendas para o exterior]”, avaliou o professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Celso Grisi.

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O professor classificou como “excelente” a criação de uma instituição voltada para estimular o comércio exterior e de uma seguradora pública de crédito para garantir os contratos. “Nós vamos ter um banco para fazer o financiamento e uma agência governamental de seguros para bancar a nossa aventura no exterior e alcançar a nossa participação de mercado”, ressaltou.

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Outro ponto de destaque, na opinião de Grisi, é a redução do desconto do Imposto de Importação sobre autopeças. “Na medida em que a gente reduz essas taxas que favorecem as montadoras, elas vão ter que fazer essas compras no mercado interno e isso é muito importante para a gente, porque aumenta o mercado para o produtor nacional”. O setor industrial será, segundo o professor, o mais beneficiado com as medidas de incentivo às exportações. “É ele que tem as maiores reclamações e tem sofrido as maiores perdas com esse problema do dólar [desvalorizado em relação ao real]”, explicou. Um câmbio mais favorável, em torno de R$ 2,20 por dólar, também seria importante, na avaliação do especialista.

Entre os incentivos que ainda poderiam ser adotados pelo governo, Grisi sugere um maior apoio para pesquisa de mercado e assistência jurídica fora do país. “Se o governo financiasse os trabalhos jurídicos, as consultorias de negócio internacional, para nos ajudar a fazer o desenho da nossa entrada nesses mercados, e financiar também a pesquisa de mercado, isso nos ajudaria muito”, destacou.