Economia

Ex-senador diz que lei Dodd-Frank não será descartada

Da Redação ·
O ex-senador norte-americano Christopher Dodd disse neste sábado (31) que a legislação que leva seu nome, a lei Dodd-Frank, não irá desaparecer, como se tem dito, embora mudanças possam ocorrer. "Temos de ter cuidado com as previsões que fazemos, porque estão dizendo que o Congresso vai rejeitar a lei em seu todo, no entanto, todos entendem as consequências disso. Tomamos a melhor decisão naquele momento, acredito que possa haver mudanças na lei, mas não que seja totalmente desconsiderada e que voltemos a 2008, o que seria precário e um grande risco", afirmou durante discurso no 6.º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, realizado pela BM&FBovespa. Dodd disse que conversou com o secretário do Tesouro, Jack Lew, nas últimas semanas e reguladores que indicaram que a legislação será levada adiante, citando que pontos como a regulação para derivativos já estão equalizados, e que alguns aspectos da lei são difíceis de serem alinhados. Dodd afirmou acreditar que o bureau de proteção ao consumidor financeiro vai sobreviver e que é necessário que os Estados Unidos possuam esse tipo de Procon financeiro para olhar produtos que possam oferecer risco aos investidores. Dodd acrescentou que, na ocasião da criação de proposta de lei, defendeu a criação de uma regulação preventiva, que pudesse trabalhar junto com a defesa ao consumidor, mas que não conseguiu votos suficientes para isso. Há cerca de duas semanas, o presidente dos EUA, Barack Obama enfatizou que o vasto aparato de regulação dos serviços financeiros do governo norte-americano precisa acelerar o processo de implementação da lei Dodd-Frank, caso contrário, verão regulamentos importantes colocados de lado, ou até mesmo extintos. Segundo Davis-Polk, um dos muitos escritórios de advocacia que segue de perto a regulação Dodd-Frank para clientes instituições financeiras, 127 regras preconizadas da lei ainda precisam ser propostas três anos após a lei ser prevista. Outras 172 regras que foram propostas perderam seus prazos finais para decisões.
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