Economia

"Bolha" espalha imóveis de 2 metros quadrados na China

Da Redação ·
 hinesa em imóvel de 2 metros quadrados, que custa US$ 37 por mês; preço dos imóveis subiu 42% em Pequim
fonte: Petar Kujundzic/Reuters
hinesa em imóvel de 2 metros quadrados, que custa US$ 37 por mês; preço dos imóveis subiu 42% em Pequim

No bairro de Liulangzhuang, norte de Pequim, o mais novo empreendimento imobiliário está longe de se parecer com um dos recém-inagurados arranha-céus da cidade: trata-se de um minicomplexo de oito "apartamentos-formiga", com apenas 2 metros quadrados cada um.

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Não é só o espaço exíguo que chama atenção. Quem ali mora são recém-formados que, mesmo empregados, são incapazes de acessar o superaquecido mercado imobiliário chinês, informa Fabiano Maisonnave em reportagem publicada neste domingo (2) pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

De acordo com a reportagem, os gastos crescentes para financiar um apartamento se transformaram na principal preocupação da classe média chinesa. Segundo levantamento da Universidade Tsinghua, mais de 60% afirmaram que sua maior preocupação é conseguir pagar a moradia.

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Segundo o ranking anual da consultoria britânica Knight Frank, as cidades que mais tiveram incremento dos preços no ano passado são Xangai (52%), Pequim (42%) e Hong Kong (40,5%), de um total de 56 pesquisadas. São Paulo aparece em 11º (5,6%).

A crescente distância entre o preço dos imóveis e a renda média tem causado um intenso debate sobre os riscos de uma bolha imobiliária que poderia estourar num curto prazo, interrompendo o crescimento econômico do país.