Economia

Consumidor segue pouco confiante pelo 3º mês, diz CNI

Da Redação ·
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) atingiu 110,3 pontos em agosto, informou Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quinta-feira, 29. O resultado, portanto, ficou abaixo dos 110,0 pontos registrados em julho e praticamente nivelado ao valor registrado em junho, de 110,1 pontos. Em maio, havia maior otimismo e o Inec chegou a 114,1 pontos. "Pelo terceiro mês seguido o consumidor mostra-se pouco confiante", cita a CNI sobre o resultado do Inec deste mês. Em agosto do ano passado, o Inec também revelava brasileiros mais esperançosos, ao alcançar a marca de 113,4 pontos. "A confiança baixa e o aumento do endividamento indicam que o consumidor será mais cauteloso", avalia o gerente executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Segundo ele, isso é um sinal de que o ritmo de crescimento do consumo das famílias pode diminuir nos próximos meses. "Hoje a economia brasileira cresce puxada, principalmente, pelo consumo doméstico. Se não conseguirmos reverter a questão dos investimentos e das exportações, uma eventual queda no consumo significa que a economia crescerá mais devagar", completa Fonseca. Foram consultadas 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 15 e 19 de agosto para a elaboração do estudo. No cálculo, a entidade considera um conjunto de seis indicadores: expectativas de inflação, expectativa de desemprego, expectativa de renda pessoal, situação financeira, endividamento e compra de bens de maior valor. De todos esses componentes medidos pelo Inec, a CNI destaca que a percepção da população com a situação financeira e a expectativa com a renda pessoal pioraram em agosto. O indicador de situação financeira ficou em 109,0 pontos este mês, ante 109,8 pontos em julho e 114,9 pontos em agosto do ano passado. Sobre expectativa de renda pessoal, foi registrada em agosto marca de 108,4 pontos, ante 112,1 pontos em julho deste ano e 111,9 pontos em agosto do ano passado. O Inec mostrou, ainda, que o brasileiro está mais endividado. O indicador de evolução do endividamento ficou em 103,1 pontos, o mais baixo nível desde março de 2009, quando alcançou 101 pontos. Em julho, esse componente havia marcado 105,8 pontos e 107,9 pontos em agosto do ano passado. Quanto maior a queda do indicador, maior é a preocupação com o endividamento. As perspectivas em relação à evolução dos preços e do nível de emprego, entretanto, melhoraram em agosto. O indicador de expectativa de inflação para os próximos seis meses alcançou 105,5 pontos, em agosto ante 98,4 pontos, em julho. O indicador de expectativa com o desemprego ficou em 122,2 pontos este mês, ante 115,9 pontos em julho. A CNI explica que o aumento do indicador significa que cresceu o otimismo do consumidor. O item que avalia a percepção dos consumidores sobre compras de bens de maior valor, entretanto, recuou, atingindo a marca de 113,8 pontos este mês, frente 114,1 pontos, em julho.
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