Economia

Preço do leite sobe mais de 45% nos últimos 5 meses

Da Redação ·
 Produto pode chegar a R$ 3 nas próximas semanas
fonte: Sérgio Rodrigo
Produto pode chegar a R$ 3 nas próximas semanas

O aumento do preço do leite tem encarecido o custo do café da manhã das famílias. O valor médio do litro do produto nos supermercados de Apucarana saltou de R$ 1,68, em fevereiro,  para os atuais R$ 2,45 - diferença de 45,8%. Em dezembro, o preço pago pela caixinha era de R$ 1,47, somando alta de 66% até o momento. Nas prateleiras, o preço somente tem baixado quando há alguma promoção.

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Esse preço recorde, segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Universidade de São Paulo (USP), é reflexo da baixa oferta de leite no campo, que acirrou a disputa pela matéria-prima entre as indústrias de laticínios. No entanto, outro fator que também tem pesado, conforme informações repassadas por fornecedores do produto aos representantes do setor de compras supermercados, é o aumento das exportações por conta da baixa oferta mundial de leite, com isso reduzindo a oferta interna.

Segundo empresário Roberto Coutinho dos Santos, proprietário do Supermercado Econômico de Apucarana, alguns distribuidores têm atrasado a entrega, justificando pouca produção. Segundo ele, desde o verão os preços começaram a subir e não pararam mais. “As informações que recebemos é que os preços devem continuar subindo e a tendência é que o litro chegue a R$ 3”, informa. Na loja, ele conta que o produto varia de R$ 2,37 a R$ 2,39, enquanto o leite de saquinho (barriga mole) varia de R$ 2,10 a R$ 2,15.

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De acordo com Leandro Machado, subgerente do Cidade Canção, o preço do litro varia de R$ 2,05 a R$ 2,45. Mesmo com o preço em escalada, o aumento não afetou o consumo. Conforme ele, quem tem o hábito de consumir leite ou tem criança em casa não fica sem o produto.

Adriano Estevan, encarregado de compras do Supermercado Alvorada, confirma o atraso na entrega do produto. Por conta disso, ele diz que tem evitado realizar promoções na loja. “Com baixa oferta do produto, não dá para reduzir o estoque”, diz. Ele conta que em menos de dois meses o produto subiu 20% e há previsão de novas altas. (Veja a matéria completa no Jornal Tribuna deste sábado)