Economia

Em leve baixa, dólar fecha em R$ 2,267

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 12 de julho (Folhapress) - O dólar à vista, referência para as negociações no mercado financeiro, fechou em leve baixa de 0,07% em relação ao real hoje, cotado em R$ 2,267 na venda. Na semana, porém, houve alta de 0,32%.

Segundo operadores, o desempenho da moeda reflete dados fracos da economia brasileira, que podem afastar ainda mais os estrangeiros do país e restringir a oferta de dólar no mercado, bem como perspectivas pessimistas para o crescimento da China e as incertezas em relação aos estímulos econômicos nos Estados Unidos.

O dólar comercial -utilizado no comércio exterior- subiu 0,35%, também para R$ 2,267. Na semana, a alta foi de 0,35%.

No mercado de ações, o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou o dia em queda de 2,34%, aos 45.533 pontos.

A economia brasileira registrou em maio uma retração pior do que o esperado, pressionada pela fraqueza da produção industrial e indicando que a recuperação da atividade ainda não deu sinais consistentes.

"O resultado pode influenciar a decisão dos investidores a retirar investimentos do Brasil", diz Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

Para Reginaldo Siaca, superintendente de câmbio da Advanced Corretora, é possível, porém, que haja uma melhora no volume de dólares entrando no mercado brasileiro nos próximos dias.

"O presidente do banco central americano afastou, ontem, a possibilidade de que o corte nos estímulos nos EUA aconteça no curto prazo. Isso pode fazer com que os estrangeiros permaneçam por mais tempo com suas aplicações no Brasil e em outros emergentes", explica Siaca.

Os especialistas alertam, no entanto, para o crescimento da economia chinesa, depois que o ministro das Finanças da China afirmou que o crescimento na segunda maior economia do mundo pode ser de 7% neste ano, abaixo da meta oficial do governo, de 7,7%.

A expectativa recai sobre a divulgação do PIB da China na noite de domingo (horário de Brasília). É esperada uma leve desaceleração no crescimento do país no segundo trimestre do ano, o que pode aumentar a procura dos investidores por dólar, que é considerado um investimento mais seguro.
 

continua após publicidade