Economia

Bolsas de NY têm níveis recordes por balanços de bancos

Da Redação ·
As Bolsas de Nova York fecharam em leve alta nesta sexta-feira, 12, após uma sessão extremamente volátil, em que os índices oscilaram perto da estabilidade e atingiram novas máximas históricas. Comentários divergentes de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sobre o futuro das compras de bônus mantiveram os investidores cautelosos, mas os resultados positivos de grandes bancos norte-americanos no segundo trimestre serviram de estímulo. O índice Dow Jones ganhou 3,38 pontos (0,02%), fechando a 15.464,30 pontos, um novo recorde. O S&P 500 avançou 5,17 pontos (0,31%), encerrando a sessão a 1.680,19 pontos - também um patamar inédito. O Nasdaq teve alta de 21,78 pontos (0,61%) e terminou aos 3.600,08 pontos, renovando sua máxima desde pelo menos setembro de 2000. Na semana, o Dow Jones ganhou 2,17%, o S&P 500 subiu 2,96% e o Nasdaq avançou 3,47%. O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou que a inflação nos EUA está baixa demais e, caso caia ainda mais, o banco central poderá ter de fazer mais para estimular a economia e restaurar os preços para os níveis em que deveriam estar. Para ele, a maneira "mais simples" seria prorrogar o programa de compras de bônus para estimular a economia por um prazo maior do que o planejado e remover do leque de opções, pelo menos no momento, a possibilidade de reduzir esse programa. Bullard, que tem poder de voto este ano no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), foi contrariado por um membro não votante, o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser. Segundo ele, o Fed deveria começar a reduzir gradualmente as compras de ativos "muito em breve", em setembro, e encerrá-las ainda este ano. Entre os indicadores divulgados mais cedo, o índice de confiança do consumidor norte-americano, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, caiu para 83,9 no resultado preliminar de julho, de 84,1 em junho, mas veio acima da leitura de 83,6 prevista por economistas. Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA teve em junho a maior alta em nove meses, avançando 0,8% ante maio. Analistas esperavam uma alta menor, de 0,5%. Na Europa, os mercados foram pressionados por preocupações com a Espanha, onde o governo cortou subsídios e aumentou as tarifas de energia - o que pode aprofundar a recessão - e Portugal, onde os líderes políticos ainda tentam costurar um acordo para manter o governo de coalizão liderado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Após o fechamento das Bolsas do continente, a agência de classificação de risco Fitch tirou o rating máximo AAA da França, rebaixando o país para AA+, com perspectiva estável. No noticiário corporativo, os destaques foram os resultados do segundo trimestre do JPMorgan e Wells Fargo, que superaram as expectativas. O JPMorgan Chase, segundo maior banco do país em termos de ativos, anunciou aumento de 31% no lucro líquido na comparação anual, para US$ 6,5 bilhões. O Wells Fargo, quarto maior banco norte-americano, teve ganho de US$ 5,5 bilhões no período, resultado recorde e 19% maior do que um ano antes. As ações do Wells Fargo subiram 1,77%, enquanto o JPMorgan recuou 0,31%. O restante do setor também foi bem (Bank of America +2,00%, Citigroup +1,54% e Goldman Sachs +1,81%). Os papéis da Boeing, por outro lado, despencaram 4,69%, após ser noticiado que um 787 Dreamliner de uma empresa aérea da Etiópia pegou fogo no Aeroporto de Heathrow, em Londres. Pouco tempo depois outra aeronave deste modelo teve problemas técnicos e precisou retornar para o aeroporto de Manchester. Dreamliners usados no mundo inteiro chegaram a ficar vários meses fora de operação este ano, após o registro de acidentes envolvendo a bateria do avião. A companhia de entregas UPS perdeu 5,83%, depois de reduzir sua projeção de lucro para este ano, citando uma desaceleração do setor industrial dos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.
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