Economia

Alta do dólar e dos juros pode afetar decisões de investimento, diz diretor

Da Redação ·





Por Pedro Soares

RIO DE JANEIRO, RJ, 11 de julho (Folhapress) - De janeiro a maio deste ano, o BNDES desembolsou R$ 73 bilhões em empréstimos, com alta de 67% na comparação com os mesmos meses de 2012.

Para Claudio Leal, superintendente de Planejamento do BNDES, os dados do banco são "positivos" especialmente porque o crescimento dos empréstimos se deu de modo "muito bem distribuído" entre os setores, com poucos ramos em queda.

O executivo ressalta, porém, que existem dois novos focos de atenção que surgiram e podem eventualmente mudar os planos de investimentos das empresas: a alta recente do dólar e a elevação da taxa de juros básica da economia pelo Banco Central -a Selic subiu hoje para 8,5% ao ano.

"São duas novas variáveis que exigem atenção na hora de definir um investimento", diz.

Leal afirma, porém, que hoje a situação das empresas é melhor e elas estão menos endividadas em dólar do que na crise de 2008 e 2009, quando a moeda norte-americana subiu e trouxe problemas a algumas companhias.

Há atualmente, diz, mais espaço para as empresas tomarem novos empréstimos. Segundo Leal, os dados de junho mantém o desempenho positivo de janeiro a maio e não foram contaminados pelo novo cenário.

Se a conjuntura é, por um lado, um desafio ao investimento, existe a oportunidade aberta pelas concessões de rodovias, aeroportos e portos previstas para este segundo semestre, de acordo com o superintendente do BNDES. O banco estatal irá financiar esses projetos.

A estimativa do BNDES é fechar 2013 com desembolsos de empréstimos entre R$ 170 bilhões e R$ 175 bilhões -acima dos R$ 156 bilhões de 2012.
 

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