Economia

Trabalho-Protesto 7 - (Atualizada)

Da Redação ·

Manifestantes fecham a avenida Paulista SÃO PAULO, SP, 11 de julho (Folhapress) - Trabalhadores de diversas categorias interditam completamente a avenida Paulista na região do Masp. O ato faz parte do "Dia Nacional de Lutas", convocado por centrais sindicais. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 3.500 manifestantes fecham os dois sentidos da via. A presença de várias categorias resulta em uma cacofonia de reivindicações na via. Um carro de som do sindicato dos motoboys, barulho de escapamentos e buzinas de motos disputam a atenção com discursos que vêm do trio elétrico das centrais sindicais. Os motoqueiros querem adicional de periculosidade, implantação de mais motofaixas e revogação de multas aplicadas aos que não usam viseiras nos capacetes. Um grupo de cerca de 20 jovens erguem faixas do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) na manifestação. Um dos cartazes lembra os protestos promovidos pelo Movimento Passe Livre: "as tarifas caíram, mas a luta continua". A Paulista se junta a outras importantes vias da cidade que foram palco de interdições hoje, como a avenida do Estado, avenida 23 de Maio e Radial Leste. Já na zona sul da capital, um protesto com cerca de 5.000 trabalhadores de 35 metalúrgicas da região transformou-se em um ato contra a presidente Dilma Rousseff. Enquanto caminhava, o grupo repetia xingamentos a presidente. "Eu quero mandar aquele recadinho de novo para nossa querida Dilma", disse o diretor José Silva, incitando os trabalhadores a cantar "1,2,3, 4,5 mil, eu quero que a Dilma vá..." Fábrica Membros do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes invadiram pela manhã uma unidade de corte e dobra da siderúrgica Gerdau em Mogi das Cruzes (Grande São Paulo). A unidade, localizada no bairro de Taboão, foi invadida, às 9h, por 300 membro do sindicato. Segundo a empresa, a ação durou cerca de 40 minutos. A empresa está avaliando a extensão dos danos nas instalações. 25 de Março Os comerciários também fecharam as lojas da rua 25 de Março, mais importante centro do comercio popular da capital paulista. Ligados à central UGT (União Geral dos Trabalhadores), os sindicalistas adotaram o slogan "Se Liga, Dilma" para defender a pauta comum dos trabalhadores contra o fator previdenciário e pela redução da jornada para 40 horas. Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT e dos comerciários de São Paulo, participam do movimento cerca de mil pessoas. "É a primeira vez que paramos a 25 de Março. Por que escolhemos aqui? Porque é o local de maior precarização e informalidade do trabalho", disse.  

continua após publicidade