Economia

Quase 70% das domésticas trabalham na informalidade

Da Redação ·
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Quase 70% das domésticas trabalham na informalidade

Uma das profissões mais antigas do país comemora seu dia amanhã (27) com poucas vantagens a destacar em termos de salário e estabilidade no emprego. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 70% dos mais de 6 milhões de empregados domésticos do país não têm carteira assinada.

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Os trabalhadores domésticos têm um dos salários mais baixos, só perdendo para a construção civil, segundo o gerente da Pesquisa de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo, representante do instituto na OIT (Organização Internacional do Trabalho). A presença de mulheres atinge 95% e conta com alto índice de informalidade.

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Segundo Azeredo, existe um avanço muito discreto no registro de trabalhadores, mas a maior dificuldade é a fiscalização.

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- É muito mais difícil ter a fiscalização no setor doméstico, a não ser que seja por denúncia, do que a fiscalização no setor privado. E o empregador é pessoa física que, quando assina carteira, tem uma série de encargos que complica a manutenção do empregado doméstico.

A justificativa é quase unanimidade entre as donas de casa. A assistente jurídica Isabela Martins, por exemplo, abriu mão de mais conforto para poder reduzir os gastos em casa. O empregador gasta quase 40% a mais do que o salário mínimo (R$ 510) para manter um trabalhador doméstico com carteira assinada.

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- Hoje, não tenho mais condições de manter uma empregada doméstica diariamente. Escolhi uma diarista que vem duas vezes por semana. O custo mensal caiu significativamente.