Economia

Bolsas de NY avançam em pregão mais curto por feriado

Da Redação ·
As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 03, em dia de baixo volume de negociação, agenda cheia de indicadores e de fechamento mais cedo antes do feriado do Dia da Independência, na quinta. Os índices passaram grande parte da manhã em queda, depois oscilaram e migraram para o território positivo, impulsionados pelos indicadores bons sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. O índice Dow Jones subiu 56,14 pontos (0,38%) e encerrou a 14.988,55 pontos. O S&P 500 ganhou 1,33 ponto (0,08%) e terminou aos 1.615,41 pontos. O Nasdaq avançou 10,27 pontos (0,30%), para 3.443,67 pontos. As bolsas operaram próximas da estabilidade durante toda a sessão, com os investidores adotando a cautela enquanto avaliam os conflitos políticos em Portugal e no Egito e a leitura melhor do que o esperado do mercado de trabalho dos EUA. Além disso, os estoques de petróleo tiveram a maior queda do ano, o que impulsionou os preços da commodity, que já eram considerados altos por analistas. Também contribuiu para a cautela a espera pelo relatório de emprego (payroll) do governo dos EUA, que será divulgado na sexta-feira, 5. "Agora lembramos quão instável está a Europa e é como um déjà vu, tudo de novo", disse Rob Verderese, do Knight Capital Group. Segundo ele, o volume de negociação está baixo. "Com a falta de volume e de uma clara direção econômica antes de uma temporada de balanços e em uma semana mais curta, não faz muito sentido fazer grandes ajustes aos portfólios", acrescentou. Por conta do feriado na quinta-feira, 4, o anúncio de indicadores previstos foi antecipado para este pregão e nesta manhã foram divulgadas três estatísticas do mercado de trabalho, que ajudaram a atenuar as perdas provocadas pelas notícias externas. Os pedidos de auxílio-desemprego recuaram para 343 mil na semana encerrada em 29 de junho. A expectativa dos analistas era de que viessem em 346 mil. O relatório ADP surpreendeu e mostrou a criação de 188 mil vagas no setor privado em junho, acima da expectativa dos economistas, que previam 160 mil. "Os números estão na direção certa", disse Phil Orlando, estrategista da Federated Investors. "Há partes da economia que já chegaram ao fundo do poço e que devem melhorar no segundo trimestre. Acredito que o mercado de trabalho é uma delas." No entanto, a consultoria Challenger, Gray & Christmas informou que as demissões nos EUA em junho subiram 8,2% e somaram 39,4 mil. Foi a primeira alta após três meses seguidos de queda. Além dos dados de emprego, foi anunciado o saldo da balança comercial em maio, que mostrou piora acima do esperado. O déficit ficou em US$ 45,03 bilhões. A previsão era de saldo negativo em US$ 40 bilhões. Já o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos EUA, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM), recuou para 52,2 em junho, de 53,7 em maio. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam que o indicador subisse a 54,0. Depois desse dado, os índices acentuaram as perdas, mas acabaram se recuperando devido ao peso maior dos números positivos sobre o mercado de trabalho. No noticiário corporativo, as ações da Mead Johnson Nutrition caíram 8,1%, após analistas do Wells Fargo e do Goldman Sachs reduzirem os ratings da companhia. Os papeis da Alcoa recuaram 1,2% com o rebaixamento pelo JPMorgan Chase, que citou previsões de preços mais baixos do alumínio. Na Europa, as Bolsas fecharam em queda, pressionadas pela crise política em Portugal e pelos receios de um golpe de Estado no Egito. Além disso, há a expectativa com as reuniões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), na quinta-feira. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,58%, fechando a 285,46 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.
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