Economia

Paralisação pode afetar abastecimento em SC, diz presidente da Aurora

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 2 de julho (Folhapress) - O presidente da Aurora Alimentos (uma das maiores processadoras de carne do país), Mário Lanznaster, afirmou que os alimentos podem encarecer com a redução da oferta, em consequência da greve dos caminhoneiros no grande oeste de Santa Catariana. Os protestos dos caminhoneiros, que bloqueiam estradas, já levou à paralisação de três unidades industriais ontem e pode ainda paralisar mais sete plantas amanhã, afirma a Aurora em comunicado. Segundo a empresa, os prejuízos passam de R$ 8 milhões por dia. A paralisação dos caminhoneiros tem sido promovida pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, e tem afetado a malha rodoviária estadual e federal do oeste catarinense. De acordo com a Aurora, sua base produtiva de carnes de aves, suínos e produtores de leite necessita diariamente de 3.500 toneladas de rações por dia e este alimento não estaria chegando às unidades. Também não estão chegando aos avicultores os 800 mil pintinhos diários para reposição dos criatórios de aves. Os bloqueios também estariam afetando o fornecimento de aves e de suínos aos frigoríficos e o fornecimento de leite in natura na indústria de lácteos de Pinhalzinho, informa a empresa. Por essa razão, estão paralisadas a unidade industrial de suínos de São Miguel do Oeste, que abate cerca de 1.900 animais por dia, e a unidade industrial de aves de Maravilha, que abate cerca de 145 mil frangos ao dia. No total, em razão disso, foram temporariamente dispensados mais de 2.500 trabalhadores até agora. A Aurora afirma não criticar o movimento, mas se queixa da ausência de interlocutores.  

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