Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Dilma descarta mudança na sua equipe econômica

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Dilma descarta mudança na sua equipe econômica
Autor Dilma descarta mudança na sua equipe econômica (Agências) - Foto: Reprodução

A presidente Dilma Rousseff mandou um claro recado ao mercado financeiro ao dizer que o governo federal vai "olhar onde é possível e onde não é possível" cortar gastos públicos. Dilma aproveitou rápida entrevista concedida em intervalo da reunião com seus 39 ministros ontem para reafirmar a solidez das contas públicas em mensagem a investidores, em especial os estrangeiros.

Segundo Dilma, o governo brasileiro está reagindo por meio do Banco Central e do Ministério da Fazenda, "garantindo hedge para quem quiser". No jargão econômico, as operações de hedge representam um tipo de proteção contra riscos. Ou seja, um contrato que bancos, empresas e investidores fecham para se proteger de flutuações exageradas nas taxas de câmbio e de juros, principalmente.

"A política econômica americana mudou", disse a presidente, indicando que, neste novo cenário, haverá uma "transição" na gestão econômica brasileira. Dilma, no entanto, foi enfática ao garantir a permanência de Guido Mantega no Ministério da Fazenda e de Alexandre Tombini no Banco Central. "Não está a vista nenhuma mudança na equipe econômica."

Conforme a presidente, o mundo está vivendo uma "flutuação das forças internacionais", que alteram rapidamente a cotação das moedas - no caso brasileiro, o dólar chegou a disparar a R$ 2,26 na semana passada.

Foi discutido na reunião, segundo Dilma, "a importância de nesse momento sermos muito atentos para a robustez fiscal". "Isso significa maior controle da inflação" e estabilidade, disse a presidente.

Além do corte de despesas, que interessa ao mercado, Dilma enfatizou que estão sendo dadas todas as garantias aos investidores estão garantidos. A presidente afirmou que os investimentos de todas as áreas devem ser acelerados, mas que cortes virão.

Economês

Ao manifestar sua visão sobre este novo cenário econômico, Dilma falou como economista: "O mercado supôs que havia uma alteração nos juros dos treasuries americanos, e houve um recuo tanto de bolsas quanto de moedas".

Em outras palavras, ela avalia que as fortes quedas nos preços das ações na Bovespa e a disparada do dólar são uma reação dos investidores à sinalização dos EUA de que, após seis anos estimulando sua economia, podem voltar a elevar os juros. Como os títulos do Tesouro americano - os "treasuries" - são considerados os mais seguros do mundo, uma alta nos juros que eles oferecem atrai o aplicador mais conservador, que nos últimos anos tem buscado mercados emergentes, como o Brasil.

Este é um foco de preocupação do Planalto - há o temor de que os protestos e o ritmo ainda fraco da economia afugentem capitais preciosos para realizar a grande aposta do governo e do PT para elevar o crescimento do PIB e servir de marca eleitoral em 2014: as concessões de rodovias, portos, ferrovias e aeroportos, todas previstas para ocorrer no segundo semestre. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV