Economia

Bovespa sobe 0,59% com bom humor externo; LLX, de Eike, avança 25%

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 26 de junho (Folhapress) - O crescimento abaixo do esperado dos EUA no primeiro trimestre teve efeito contrário hoje sobre os mercados de ações globais, que registraram ganhos. Isso porque, diante do número, aumentou a expectativa por um atraso na retirada dos estímulos monetários americanos. No Brasil, o principal índice de ações do mercado nacional, o Ibovespa, fechou com valorização de 0,59%, aos 47.171 pontos. Lá fora, as Bolsas dos EUA avançaram em torno de 1% e, na Europa, as altas foram entre 1% e 3%. O bom humor na Bolsa reduziu a demanda por aplicações consideradas mais seguras, como o dólar, que fechou em queda de 0,77% no mercado à vista, para R$ 2,197 na venda. O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA se expandiu a uma taxa anualizada de 1,8%. O dado foi revisado ante alta de 2,4% informada anteriormente, após avançar 0,4% no quarto trimestre de 2012. Economistas consultados pela agência Reuters esperavam que o crescimento do PIB no primeiro trimestre ficasse inalterado em 2,4%. De acordo com o analista Gabriel Ribeiro, da Um Investimentos, o resultado alimenta perspectivas de que o corte no programa de compra de títulos do governo americano pode demorar um pouco mais para acontecer. Atualmente o BC dos EUA compra US$ 85 bilhões em títulos públicos por mês, mas a autoridade anunciou na semana passada que esse estímulo poderia ser totalmente encerrado até meados do ano que vem, caso as projeções para a economia se concretizassem. "Na semana passada, o mercado reagiu muito negativamente ao anúncio de que o estímulo monetário nos EUA começará a ser cortado ainda neste ano. Os dados divulgados hoje talvez possam dar uma noção de que a economia americana ainda não está tão bem quanto se pensava", diz Ribeiro. Na Europa, as referências de hoje não foram animadoras, com a economia da França encolhendo 0,2% nos três primeiros meses do ano e com a possibilidade de a Itália sofrer prejuízos de bilhões de euros em contratos de derivativos que o país reestruturou no pico da crise da zona do euro. O noticiário levou o presidente do BCE (Banco Central Europeu) a afirmar que a instituição manterá a política acomodativa na zona do euro, animando os investidores. Os papéis da LLX, empresa de logística de Eike Batista, lideraram as altas do Ibovespa, com forte avanço de 25%, para R$ 1,25. A companhia contratou assessores financeiros para avaliar oportunidades de negócios e operações societárias envolvendo seus ativos. Outras empresas de Eike Batista, como a MMX Mineração (-1,21%, R$ 1,67) e a CCX Carvão (+18,28%, R$ 1,10), também estão em foco na semana. O empresário colocou à venda parte dos ativos dessas companhias, em meio à limitação de caixa para executar projetos que requerem grandes cifras. A alta do Ibovespa só não foi maior hoje porque os papéis mais negociados da Vale (VALE5), que representam mais de 8% do índice, caíram 2,73%, para R$ 26,75. As ações ordinárias -com direito a voto- da mineradora (VALE3) cederam 3,23%, para R$ 28,45. "A Vale sofreu no início da semana com as notícias de aperto no crédito na China. Mesmo que o BC chinês tenha garantido a liquidez no mercado, os papéis da mineradora voltaram a cair hoje porque os mercados continuam acreditando que um desempenho mais fraco da economia da China deve afetar sua receita", afirma Ribeiro. "A Austrália hoje reduziu sua projeção de exportações para a China. O mercado teme que isso aconteça em outros países", completou o analista da Um Investimentos.  

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