Economia

Bolsas de NY sobem apostando em manutenção de estímulos

Da Redação ·
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 26, após uma revisão para baixo no crescimento dos EUA no primeiro trimestre reduzir os temores sobre um corte nas compras de bônus promovidas pelo Federal Reserve. Declarações de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) descartando um aperto na política monetária também colaboraram para o bom humor dos investidores. O índice Dow Jones subiu 149,83 pontos (1,02%), encerrando a sessão a 14.910,14 pontos. O Nasdaq avançou 28,33 pontos (0,85%), fechando a 3.376,22 pontos. O S&P 500 ganhou 15,23 pontos (0,96%) e fechou a 1.603,26 pontos. O Departamento do Comércio dos EUA divulgou sua terceira e última leitura do PIB no primeiro trimestre. A taxa de crescimento anualizada foi cortada de 2,4% para 1,8%, mas essa correção não pesou nos mercados. Em vez disso, os investidores preferiram acreditar que o novo dado adiará o início da redução nos estímulos fornecidos pelo banco central. "A revisão para baixo no PIB fez alguns investidores acreditarem que, talvez, a redução nas compras de bônus não seja tão iminente quanto parecia na semana passada. Isso é especulação, porque se o Fed espera uma aceleração do crescimento nos próximos trimestres, essa correção pode não ter sido uma surpresa para eles", comenta Stuart Freeman, estrategista-chefe de ações da Wells Fargo Advisers. Em uma entrevista para a emissora Bloomberg, o presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, disse que a revisão no PIB dos EUA não vai influenciar as decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Segundo ele, os dados sobre o mercado de trabalho são mais importantes e qualquer redução no balanço patrimonial do Fed ainda está muito distante. Lacker, que não tem direito a voto no Fomc este ano, defendeu uma redução nas compras de bônus, afirmando que isso não vai diminuir o balanço do Fed. Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reiterou hoje que a política monetária na zona do euro continuará acomodatícia no futuro próximo, o que foi bem recebido pelos investidores. Na Alemanha, o índice GFK de confiança do consumidor subiu pelo sexto mês seguido e atingiu 6,8 na medição de julho, o nível mais alto em quase seis anos. No noticiário corporativo, a empresa de serviços de música Pandora avançou 8,04%, após afirmar que seu sinal de rádio online agora está disponível no aparelhos de mais de 100 modelos de veículos. Já a MGM Resorts, que opera hotéis e cassinos, avançou 4,53%, depois de ter sua recomendação elevada pela Nomura para "comprar". Entre as blue chips, os destaques de alta foram Johnson & Johnson (+1,92%), Home Depot (+2,06%) e Boeing (+2,11%). No campo negativo aparecem Alcoa, com queda de 2,15%, e Morgan Stanley, que teve desvalorização de 0,60%. Fonte: Dow Jones Newswires.
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