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Dólar fecha em R$ 2,15 pela 1ª vez em mais de 4 anos

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Dólar fecha em R$ 2,15 pela 1ª vez em mais de 4 anos
Autor Foto: Reprodução

SÃO PAULO, SP, 12 de junho (Folhapress) - O dólar à vista, referência para as negociações no mercado financeiro, fechou o dia com alta de 0,36%, cotado em R$ 2,149 na venda. É a maior cotação da moeda americana desde cinco de maio de 2009, quando valia R$ 2,153.

O dólar comercial, que é utilizado no comércio exterior, fechou cotado em R$ 2,154 na venda, valorização de 0,84% em relação à cotação de ontem.

Mesmo tendo ultrapassado os R$ 2,15 ao longo do dia, não houve interferência do Banco Central no mercado de câmbio hoje.

A autoridade promoveu, ontem, dois leilões de swap tradicionais -que equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro- quando a cotação da moeda ultrapassou os R$ 2,15. Na segunda-feira (10), o BC já havia realizado duas operações desse tipo.

Especialistas ouvidos pela reportagem ainda acreditam que a tendência da cotação da moeda americana é de alta no médio prazo.

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"A tendência de fuga de recursos estrangeiros do Brasil deve continuar até que se tenha uma definição mais clara sobre os estímulos nos EUA. Além disso, nossa economia não tem dado bases suficientes para que os investidores externos confiem em nosso mercado, trazendo suas aplicações para o Brasil", avaliou Hideaki Ilha, da Fair Corretora.

Além do corte no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil, anunciado na semana passada para atrair mais investimentos em dólar para o mercado brasileiro, o que tenderia a diminuir o preço da moeda americana em relação ao real, o governo ainda pode adotar mais medidas para conter a alta do dólar.

Entre elas, está o aumento do poder dos bancos de vender dólares no mercado, o que elevaria a oferta de moeda americana na economia, levando o dólar a perder valor e freando a tendência de queda do real.

Segundo a reportagem apurou, o BC pode elevar o teto da "posição vendida" dos bancos em dólares, atualmente em US$ 3 bilhões. Até esse limite, as instituições financeiras não precisam recolher 60% de depósito compulsório (recursos que os bancos são obrigados a deixar parados no BC).

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