Economia

Europa: bolsas caem em meio a preocupação com Fed

Da Redação ·
Europa: bolsas caem em meio a preocupação com Fed
fonte: Reprodução
Europa: bolsas caem em meio a preocupação com Fed

As bolsas europeias fecharam em forte queda nesta quarta-feira, com a preocupação relacionada ao futuro da política monetária do Federal Reserve ofuscando os dados sobre a atividade econômica, especialmente no setor de serviços, que surpreenderam positivamente em alguns países europeus. As varejistas lideraram as perdas nesta quarta-feira. O índice Stoxx 600 encerrou a sessão com queda de 1,43%, aos 295,32 pontos.

A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no primeiro trimestre confirmou a contração na economia de 0,2% nos três primeiros meses de 2013, na comparação com o último trimestre de 2012. Mas dados divulgados também nesta manhã sobre o setor de serviços surpreenderam positivamente em alguns países. No Reino Unido, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do segmento de serviços subiu de 52,9 em abril para 54,9 em maio. O patamar ficou acima do esperado pelos economistas, que previam 53,0. Na Espanha, o PMI de serviços avançou de 44,4 para 47,3 em maio, o patamar mais elevado em 23 meses. Ainda que o número continue abaixo de 50 - o que indica contração da atividade -, o indicador mostra uma moderação na deterioração das condições da economia.

No entanto, foram os temores sobre uma reversão em breve dos estímulos monetários nos EUA que pesaram sobre o sentimento dos investidores. A preocupação foi reavivada ontem pela presidente do Federal Reserve do Kansas, Esther George. Membro votante do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), a dirigente defendeu que parte do mercado parece estar "viciada" no dinheiro barato oferecido pelo banco central. "Vários setores da economia estão se tornando cada vez mais dependentes das taxas de juros de curto prazo próximas de zero e das políticas de relaxamento monetário", disse ela.

Nos EUA, o relatório da ADP mostrou que a criação de postos de trabalho no setor privado veio em abaixo do esperado. Foram criadas 135 mil vagas em maio, uma melhora em relação a abril, com 113 mil vagas. Mas a previsão dos economistas era o anúncio de 170 mil novos postos para o mês passado. Apesar de ter baixa correlação com o relatório geral de emprego (payroll), do Departamento de Trabalho, que sai na sexta-feira e inclui também o setor público, o ADP costuma ser monitorado por sinalizar algumas tendências do mercado de trabalho, que é observado de perto pelas autoridades do Fed.

Em Londres, o índice FTSE teve o pior desempenho do dia, com queda de 2,12%, e encerrou a sessão a 6.419,31 pontos. As ações da Aberdeen Asset Management despencaram 5,7% após uma análise negativa de um corretor, enquanto a Tesco caiu 5,2% após apresentar resultados ruins no primeiro trimestre. Já a Wolseley subiu 0,5% após um upgrade do Morgan Stanley.

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Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 recuou 1,87% e fechou a 3.852,44 pontos. O Carrefour liderou as perdas, com queda de 4,1%, após um rebaixamento pelo HSBC. A Technip perdeu 0,2% após fechar um novo contrato com a Exxon Mobil para o desenvolvimento de um campo no Golfo do México.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt caiu 1,20%, fechando a 8.196,18 pontos. BASF caiu 2,6%, enquanto Allianz e Infineon tiveram queda de 2,5%. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, perdeu 0,96% e fechou a 16.971,17 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 teve desvalorização de 0,86%, a 8.290,70 pontos. E, na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 recuou 0,98%, fechando a 5.873,11 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.