Economia

OCDE pede a BC europeu que atue para evitar desaceleração mundial

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 29 de maio (Folhapress) - A OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico) pediu hoje em seu relatório semestral que o BCE (Banco Central Europeu) tome medidas para diminuir a recessão nos países da zona do euro, principal causa para a revisão para baixo da estimativa de crescimento mundial.

A situação europeia, segundo maior mercado consumidor do mundo, continuará a influenciar os resultados da economia de todo o mundo, dentre eles os Estados Unidos, a China e a América Latina. A única exceção será o Japão, que recebeu uma série de incentivos econômicos para dar fim à deflação.

Segundo a entidade, a zona do euro terá recessão de 0,6% neste ano, contra contração de 0,1% da previsão de novembro. Para 2014, os países da moeda única deverão crescer apenas 1,1%, em especial pelo baixo crescimento em Espanha, Itália e Grécia, países mais afetados pela crise.

Como solução à crise, a OCDE sugere ao BCE implantação de medidas não convencionais para estimular os bancos a emprestar dinheiro às empresas e aos correntistas, com o objetivo de ajustar as engrenagens da economia, começando pelos Estados mais afetados.

A organização cita, como exemplo, o Banco do Japão que teve "uma melhora espetacular" após tomar medidas similares. Devido a isso, a previsão de crescimento mais que dobrou, passando de 0,7% para 1,6% neste ano. Em 2014, o país terá desaceleração, de 1,4%.

No caso dos Estados Unidos, que cresceu 2% no ano passado, o saneamento do setor financeiro e o retorno da confiança dos mercados permitirão uma alta de 1,9% no período. O número é um décimo menor que a previsão do relatório passado, enquanto em 2014 é esperado um avanço de 2,8%.

Emergentes

Os emergentes continuarão a impulsionar o crescimento global. Na avaliação da OCDE, o mundo avançará 3,1% neste ano, três décimos a menos que os 3,4% em novembro. A maior alta do PIB dentre os países avaliados continuará a ser a da China, com 8,4%.

Dentre os Brics, a Rússia tem a menor previsão, de 2,3%, seguido por África do Sul (2,8%) e Índia (5,3%). A organização espera crescimento de 2,9% para o Brasil, contra 3,2% das estimativas de novembro. O governo brasileiro, no entanto, trabalha com uma meta de 3,5%.

Dentre os países latino-americanos avaliados, o destaque vai para o Chile, com aumento de 4,6% do PIB e previsão de novo avanço de 5,3% para 2014. No México, a expectativa é de alta de 3,4% de todas as riquezas produzidas.

Os dois países pertencem à OCDE e à nova Aliança do Pacífico, que deverá ser formada por um acordo de livre comércio nos próximos anos. O grupo também é integrado por Colômbia e Peru.
 

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