Economia

China pesa, mas Ibovespa reduz perdas com dados nos EUA

Da Redação ·
O Ibovespa manteve-se em baixa durante todo o pregão desta quinta-feira, 23, mas reduziu substancialmente as perdas ao longo do dia e conseguiu terminar o pregão acima dos 56 mil pontos. A queda foi influenciada pelo índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria chinesa medido pelo HSBC preliminar de maio, que apontou contração. Os papéis de empresas ligadas a commodities, entre elas Vale e Petrobras - justamente as que têm maior peso no índice - reagiram negativamente ao indicador ruim da economia chinesa. A divulgação de dados positivos nos Estados Unidos, porém, ajudou a reduzir as perdas na Bolsa, embora não tenha sido suficiente para tirar o índice do vermelho. O Ibovespa fechou em queda de 0,14%, aos 56.349,91 pontos. Na mínima, registrou 55.379 pontos (-1,86%) e na máxima, 56.423 pontos (-0,01%). A Bolsa paulista já abriu em queda por conta do PMI da indústria chinesa preliminar deste mês, que registrou o nível mais baixo em sete meses, recuando para 49,6. Como o dado ficou abaixo de 50, indicou contração. "O que pesou sobre o índice foi o setor de commodities, por causa do dado ruim da China", afirma Luis Gustavo Pereira, estrategista da Futura Corretora, citando Vale e Petrobras. Vale PNA recuou 1,81% e ON, -1,87, entre as maiores quedas do Ibovespa. A China continua sendo o principal destino para os produtos da mineradora, apesar de o país asiático ter reduzido sua participação nas vendas de minério de ferro e pelotas da companhia brasileira de 55,1%, no quarto trimestre de 2012, para 48,2% no primeiro trimestre. Petrobras, por sua vez, recuou 0,30% na PN e 0,74% na ON. "Como é ligada à commodity e tem peso no índice, as ações da estatal de petróleo caem também", disse um operador. A ação da petroleira OGX, que tem a terceira maior participação no Ibovespa, entretanto, avançou 4,47% e ficou entre as maiores altas. Profissionais do mercado não encontraram motivo para a alta do papel. O setor financeiro foi outro que recuou nesta quinta-feira. Bradesco apareceu na lista de principais desvalorizações, com -2,64%. Itaú Unibanco cedeu 0,84%, Banco do Brasil, -0,11% e Santander, -1,63%. O ranking de maiores quedas do Ibovespa foi formado ainda por Gol (-2,73%), Pão de Açúcar (-1,99)% e Natura (-1,67%). Na outra ponta, apareceram Vanguarda Agro (+6,44%), B2W (+3,98%), Rossi (+3,24%), Gafisa (+2,89%), MRV (+2,64%) e Duratex (+2,40%).
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