Economia

Receita projeta alta de 3% a 3,5% na arrecadação de 2013

Da Redação ·





BRASÍLIA, DF, 21 de maio (Folhapress) - O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, disse hoje que a arrecadação deve crescer entre 3% e 3,5% acima da inflação neste ano. Esta foi a primeira estimativa divulgada para o desempenho de 2013.

Segundo ele, a projeção se baseia na expectativa de um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,5% neste ano, número mais positivo que o esperado pelo mercado.

Apesar de a arrecadação estar em leve queda neste ano, Barreto disse que já há sinais de recuperação, por exemplo com o aumento do volume recolhido com impostos sobre o lucro das empresas.

No acumulado do ano, a arrecadação sobre os ganhos do setor privado ainda apresenta retração devido ao forte impacto da queda de R$ 5,854 bilhões no valor recolhido com o ajuste anual desses impostos. Esse ajuste afetou a arrecadação de janeiro a março e reflete a lucratividade menor das empresas no ano passado.

No entanto, os valores arrecadados sobre a estimativa mensal, que refletem já o desempenho das empresas em 2103, aumentaram R$ 4,675 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, o que equivale a uma alta de 15% em relação ao registrado no mesmo período de 2012.

Após a forte queda registrada em março, a arrecadação da Receita Federal ficou praticamente estável em abril, se descontado o efeito da inflação. Com isso, em termos reais, houve uma ligeira queda no volume arrecadado com impostos e tributos nos quatro primeiros meses deste ano ante o mesmo período de 2012.

De acordo com a Receita Federal, a arrecadação somou R$ 98,7 bilhões no mês passado, alta de apenas 0,07% na comparação com o registrado um ano antes. De janeiro a abril, foram coletados R$ 370,4 bilhões, queda de 0,34% em relação aos primeiros quatro meses do ano passado.

Entre os fatores que afetaram o desempenho da arrecadação, segundo a Receita Federal, está a queda do valor arrecadado com o ajuste anual dos impostos sobre lucro de empresas.

Além disso, apontou o órgão, desonerações realizadas pelo governo para tentar reanimar a economia diminuíram o recolhimento com impostos sobre automóveis, combustíveis, crédito e folha de pagamento de alguns setores em R$ 6,7 bilhões de janeiro a abril.

Para Barreto, a recuperação da economia ao longo deste ano vai compensar as perdas de arrecadação com desoneração.

"Acreditamos que em maio a arrecadação acumulada no ano já sai do vermelho. Estamos muito otimista quanto a isso", disse Barreto.
 

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