Economia

Dólar sobe 1% com recessão na Europa e piora na indústria dos EUA

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 15 de maio (Folhapress) - O dólar à vista, referência para as negociações no mercado financeiro, fechou hoje com valorização de 1,04% em relação ao real, cotado a R$ 2,029 na venda. O movimento da moeda se deu após investidores aumentarem a procura por aplicações mais seguras, como o dólar, diante da divulgação de indicadores econômicos negativos tanto na Europa quanto nos EUA.

O dólar comercial, utilizado no comércio exterior, fechou o dia em alta de 0,14%, cotado a R$ 2,024 na venda.

Na Europa, os investidores avaliam o PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro, que caiu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, fazendo com que o conjunto de 17 países da moeda única entre em recessão pelo sexto trimestre seguido. O período é o maior da série histórica, iniciada em 1995.

Enquanto isso, nos EUA, a produção industrial teve queda de 0,5% em abril, ante projeções de recuo de 0,2%. Já o indicador que mede a atividade manufatureira no estado de Nova York caiu 1,4% em maio, enquanto as projeções apontavam para forte alta de 3,5%.

Em seu segundo dia de alta, a cotação do dólar à vista chegou a tocar os R$ 2,03 na venda, valor apontado por operadores como limite de uma banda informal considerada confortável pelo governo tanto para a inflação quanto para as empresas no país.

O dólar estava cotado em R$ 2,03 na venda quando o Banco Central atuou no mercado de câmbio pela última vez, em 27 de março, visando reduzir o valor da moeda.

De acordo com Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, o mercado segue alerta com a possibilidade de intervenção do Banco Central no câmbio, caso a moeda continue subindo até o final da semana. "A autoridade disse que interviria no mercado apenas para evitar volatilidade excessiva", disse Galhardo.

"O BC está no meio de um ciclo de aumento no juro básico nacional. Quando os juros sobem, o dólar tende a cair. Pode ser que o BC volte a atuar no câmbio porque estamos vendo um cenário de juros e dólar em alta, isso pode atrapalhar a política monetária da autoridade", completou Galhardo.
 

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