Economia

Acompanhando o exterior, Bovespa volta a subir após quatro quedas

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 14 de maio (Folhapress) - O principal índice de ações da Bolsa brasileria, o Ibovespa, acompanhou os mercados internacionais e fechou hoje em alta de 0,4%, aos 54.666 pontos. Com este desempenho, o Ibovespa interrompeu uma sequência de quatro quedas, na qual somou perda de 3,28%. Os resultados corporativos e a 11ª rodada de licitação de petróleo e gás da ANP (Agência Nacional de Petróleo) motivaram os desempenhos das ações durante o dia, colocando em segundo plano a fraca agenda de indicadores econômicos. Responsáveis por mais de 13% do Ibovespa, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4 - mais negociados e sem direito a voto) e ordinários da OGX (OGXP3 - com direito a voto), empresa de petróleo de Eike Batista, fecharam com ganhos de 0,82% e 5,38%, para R$ 19,55 e R$ 1,76. Participante do leilão de petróleo da ANP, a OGX levou três blocos na bacia do Ceará, localizada no mar do Estado. Já a Petrobras levou duas áreas, por R$ 2,6 milhões, na bacia de Sergipe-Alagoas. Quem liderou os ganhos do Ibovespa hoje foram os papéis do frigorífico Marfrig, que subiram 12,88%, para R$ 7,45 cada. A empresa encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 81,2 milhões, mas a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 491 milhões, acima das expectativas do mercado. Já as ações da companhia aérea Gol tiveram ganho de 3,29% no dia, para R$ 12,25 cada. A empresa informou ontem que teve prejuízo líquido de R$ 75,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, mas deve reduzir o endividamento com os recursos da oferta de ações da Smiles. Sem indicadores no Brasil e nos EUA, os investidores avaliam hoje as referências vindas da Europa. Por lá, a confiança do investidor alemão subiu em maio após ter caído fortemente no mês anterior -economistas disseram que o aumento foi consideravelmente mais fraco do que o esperado. O resultado foi ofuscado pela produção nas fábricas da zona do euro, que cresceu com muito mais força do que o esperado em março, guiada pela produção de energia, mostrando o segundo aumento consecutivo e o maior salto em 20 meses.  

continua após publicidade