Economia

Mantega nega que país continue submetido ao FMI

Da Redação ·

O ministro da Fazenda, Guido Mantega reagiu hoje (14) às afirmações de que o Brasil continua submetido ao Fundo Monetário Internacional.

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"Isso não é verdade", disse Mantega, acrescentando que o FMI chegou a recomendar que outros países em desenvolvimento seguissem exemplos dados pelo país durante a crise econômica no ano passado.

Ele destacou que o país tem posição importante no G-20, grupo dos países em desenvolvimento "e isso é hoje mais importante que participar do FMI".

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Mantega participa de reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Dívida Pública, na Câmara, acompanhado pelo presidente do Banco Central, Henrique Meireles.  

O ministro rebateu críticas do deputado Paulo Santiago (PDT-PE) de que a metodologia de cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) devia ser revista, já que 30% da composição desse indicador envolve preços administrados (tarifas como energia elética, gasolina, gás de cozinha, planos de saúde e outros), o que significaria engessamento para a inflação.

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Em resposta, Mantega explicou que os preços administrados têm a ver com contratos firmados em outras administrações, como no caso da energia elétrica, que têm que ser respeitados, mas que, depois de vencidos podem motivar alguma alteração.

Outra questão abordada por Mantega diz respeito ao crescimento nominal (sem correção) da dívida pública. Segundo ele, a proporção da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB – soma de bens e serviços produzidos no país) "é muito menor do que nos anos anteriores e esse é o dado mais relevante".

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O ministro destacou também que a relação da dívida externa brasileira com o PIB é inferior a de países avançados, e citou como exemplo os Estados Unidos e o Japão. Para Mantega não é necessária uma auditoria na dívida externa brasileira, como alguns membros da CPI sugerem, pois ela "é administrada com transparência".  

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Mantega afirmou que o Brasil será um dos países que mais vai se desenvolver no mundo em 2010. Para ele, a falta de regulação no sistema financeiro internacional foi a causa da crise que eclodiu em setembro de 2008.

“Por isso o Brasil pretende continuar lutando nos foros internacionais para que os países ricos procurem incrementar a regulação do seu setor financeiro para impedir a especulação internacional".  

Ele voltou a dizer que o saldo da balança comercial do país vai aumentar na medida em que os países desenvolvidos equacionarem suas dificuldades.  

Sobre o déficit em conta corrente m - resultado negativo das transações do país com o exterior -, estimado em cerca de US$ 49 bilhões neste ano, será “passageiro” e não deve preocupar, uma vez que não está coberto com capital especulativo.